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Continuando com os palpites para a próxima edição do Oscar (veja a primeira post aqui), comento agora as categorias técnicas na segunda (e última) parte. Ainda mais do que no segmento principal, há uma grande dificuldade em se prever algo aqui, até porque geralmente trazem super produções que fizeram algum sucesso de crítica ao lado de produções mais festejadas pela crítica. Por enquanto, sigo um caminho óbvio e aposto em longas que não devem fazer tanto sucesso nas categorias principais, à exceção de Revolutionary Road. Só deixei de fora o segmento de melhor canção.

Nas duas principais categorias técnicas (ao menos na minha opinião), acredito que ao menos três candidatos devem se repetir. Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal pode até não ser um enorme sucesso de crítica (o que já considero difícil, visto que é do Spielberg), mas sem dúvida é o candidato a ser derrotado no segmento técnico. A equipe é impecável e conta com o fotógrafo Janusz Kaminski e o montador Michael Kahn, dois freqüentes colaboradores do diretor que perderam prêmios nas últimas edições do Oscar - podendo ser justiçados agora. Já Defiance é a nova aventura de Edward Zwick que promete conquistar várias indicações, visto que até seus projetos mais fracos sempre são reconhecidos (até agora não entendo aquela indicação de Diamante de Sangue para montagem - portanto, Steven Rosenblum tem chances de repetir isso). Já Revolutionary Road promete ser o grande filme do ano e obviamente conquistaria sua vaga nas categorias técnicas por tabela (e quem sabe, um prêmio de fotografia para o injustiçado Roger Deakins).

FOTOGRAFIA Austrália [Mandy Walker]; O Cavaleiro das Trevas [Wally Pfister]; Defiance [Eduardo Serra]; Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal [Janusz Kaminski]; Revolutionary Road [Roger Deakins] • EDIÇÃO The Curious Case of Benjamin Button [Angus Wall]; Defiance [Steve Rosenblum]; Frost/Nixon [Daniel P. Hanley e Mike Hill]; Indiana Jones [Michael Kahn]; Revolutionary Road [Tariq Anwar]

 

Quanto a direção de arte e figurinos, são duas categorias que andam lado a lado, porém que não foram tão óbvias nas últimas edições (com apenas dois candidatos sendo indicados em ambas). O épico Áustralia (de Baz Luhrmann) surge como forte nome na disputa desse segmento técnico - vale lembrar que Catherine Martin venceu essas duas estatuetas por Moulin Rouge. Seria uma espécie Cold Mountain pela lógica dos votantes, mas pode fazer ainda mais sucesso. Outro que pode ter dupla indicação é Revolutionary Road, mas isso depende da força do filme frente à Academia (se for considerado um clássico instantâneo, como ocorreu com Sangue Negro, pode conquistar esse tipo de nomeação não muito óbvia). Particularmente torço para que O Cavaleiro das Trevas tenha alguma chance por aqui, porém em relação aos blockbusters, a Academia deve preferir algo como Indiana Jones ou mesmo Harry Potter e o Enigma do Príncipe. E Stephen Daldry sempre fez com que As Horas fosse o melhor filme quanto à técnica em seu ano, por isso não me surpreendia com o sucesso de The Reader nessa área.

DIREÇÃO DE ARTE Austrália [Catherine Martin e Karen Murphy]; The Curious Case of Benjamin Button [Donald G. Burt e Victor Zolfo]; Harry Potter e o Enigma do Príncipe [Stuart Craig e Stephanie McMillan]; Indiana Jones [Guy Dyas e Alyssa Winter]; Revolutionary Road [Kristi Zea e Debra Schutt] • FIGURINO Austrália [Catherine Martin]; Changeling [Nicole Korzenik]; The Reader [Ann Roth]; Revolutionary Road [Albert Wolsky]; The Young Victoria [Sandy Powell]

 

Quanto às trilhas, a categoria técnica que mais aprecio, nunca a Academia segue uma seleção previsível, dando espaço para fitas que nem eram muito favoritas. É assim que surgem as possibilidades de indicação para Fim dos Tempos (a música é sempre um aspecto marcante nos filmes do Shyamalan) e The Soloist (quem sabe até um novo prêmio para o Dario Marianelli). Já Thomas Newman vem com duas possibilidades nesse ano, uma por Revolutonary Road e a outra com a animação Wall-E. Por enquanto aposto na segunda, já que a Pixar apareceu diversas vezes nessa categoria. E com Alberto Iglesias na disputa por The Reader, fica claro que essa edição corrigirá algumas injustiças cometidas com esses compositores de múltiplas indicações. Resta a pergunta se a trilha de Indiana Jones poderá ser considerada original, visto que deve utilizar uma ou outra composição da trilogia original. Se for, Williams é o favorito. Já para melhor maquiagem, por enquanto aposto no óbvio, mas Crônicas de Nárnia pode ficar de fora.

TRILHA ORIGINAL Fim dos Tempos [James Newton Howard]; Indiana Jones [John Williams]; The Reader [Alberto Iglesias]; The Soloist [Dario Marianelli]; Wall-E [Thomas Newman] • MAQUIAGEM O Cavaleiro das Trevas; As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian; The Curious Case of Benjamin Button

 

As categorias de efeitos sonoros e visuais quase nunca ganham o destaque que merecem, especialmente essa segunda, que nas últimas edições teve escolhas bastante equivocadas da Academia. Quase sempre um favorito fica de fora da seleção principal e muitas vezes um azarão é o vencedor, portanto tudo pode acontecer - vou de Nárnia porque sabe-se lá o motivo eles viram algo de mais nos efeitos do primeiro (sem falar que segue a linha de A Bússola de Ouro, então). Para melhor mixagem, não vejo maiores chances para filmes da categoria principal, algo semelhante ao que ocorreu no Oscar 2006, sendo Autrália e Wall-E os filmes mais “sérios” da seleção. Sem falar que ainda temos Defiance como possibilidade, visto que filmes do Zwick fazem sucesso nessa área. Mas, por enquanto, acho que o grande vencedor será mesmo o novo Indiana Jones, pois há um bom tempo nenhum filme do Spielberg vence nessas categorias. Abaixo, resumo o número de indicações por filme.

EFEITOS VISUAIS As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian; Homem de Ferro; Indiana JonesEDIÇÃO DE SOM Defiance; Homem de Ferro; O Incrível Hulk; Indiana Jones; Wall-EMIXAGEM DE SOM Austrália; O Cavaleiro das Trevas; Defiance; Indiana Jones; Wall-E

 

PALPITES OSCAR 2009 [março/abril]

09 Revolutionary Road (incluindo melhor filme)

07 The Curious Case of Benjamin Button (incluindo melhor filme); Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

06 The Reader (incluindo melhor filme)

05 Changeling (incluindo melhor filme); Frost/Nixon (melhor filme); Wall-E

04 Austrália; O Cavaleiro das Trevas; Defiance; Doubt

03 Happy-Go-Lucky; Milk; Synecdoche, New York

02 As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian; Homem de Ferro; The Young Victoria

01 9; The Argentine; Body of Lies; Cegueira; Fim dos Tempos; Harry Potter e o Enigma do Príncipe; Horton e o Mundo dos Quem!; O Incrível Hulk; The Soloist.

Não é nada fácil fazer qualquer previsão ao próximo Oscar nessa época do ano. São dezenas de possíveis candidatos a disputar alguma indicação na 81ª edição dos Academy Awards, cabendo aos blogueiros apenas especular alguns nomes que podem figurar na lista dos vencedores. Por enquanto, os critérios são baseados no que conhecemos sobre os votantes e o histórico de alguns dos candidato na premiação. Sem mais, aqui vão alguns palpites para o Oscar 2009.

Assim como nos últimos anos, as adaptações devem ser imbatíveis na disputa pela principal estatueta. No momento, o drama Revolutionary Road domina (com razão) todas as apostas da internet. Baseado na obra de Richard Yates, esse é o quarto longa dirigido por Sam Mendes, cuja trama se passa nos anos 50 e é centrada num casal que se conforma com a vida suburbana, abandonando seus sonhos. O elenco (que inclui Kate Winslet, esposa de Mendes, em nova parceria com Leonardo DiCaprio) é dos melhores e a equipe técnica, de grande competência. Winslet também protagoniza The Reader, novo longa de Stephen Daldry - vale lembrar que ele foi indicado por seus dois trabalhos anteriores. Com um estilo que lembra Fim de Caso (inclusive é protagonizado pelo Ralph Fiennes), conta a história um romance em plena II Guerra Mundial. Uma aposta arriscada mas bastante precisa é The Curious Case of Benjamin Button, fantasia dirigida por David Fincher - que deve permanecer com a mesma maturidade alcançada com Zodíaco. Mais uma adaptação de Eric Roth que tem tudo para agradar os votantes menos conservadores.

Correndo por fora, está o aguardado Frost/Nixon, no qual Ron Howard (sempre um nome a se considerar) dirige o roteiro de Peter Morgan (baseado em sua própria peça). Parece muito Boa Noite e Boa Sorte, o que de certa forma é um bom sinal. Por último, Changeling é a única história original que tem grandes chances de aparecer nas categorias principais, visto que nenhum dos recentes filmes do Clint Eastwood ficaram de fora da premiação. Como opção, surge a dramédia Happy-Go-Lucky, na qual o diretor Mike Leigh pode finalmente ganhar sua estatueta. Entre os vários possíveis candidatos, um que surge forte é Austrália, novo épico de Baz Luhrmann após o sucesso de Moulin Rouge. A fita, protagonizada por Nicole Kidman e Hugh Jackman, tem jeito de um novo Cold Mountain, fazendo sucesso apenas nas categorias técnicas. E não podemos esquecer de Fernando Meirelles e a adaptação Cegueira, que conseguiu quatro indicações com seus últimos dois filmes e se tornou um nome a ser observado a cada novo projeto.

MELHOR FILME Changeling; The Curious Case of Benjamin Button; Frost/Nixon; The Reader; Revolutionary RoadDIREÇÃO Changeling [Clint Eastwood]; The Curious Case of Benjamin Button [David Fincher]; Happy-Go-Lucky [Mike Leigh]; The Reader [Stephen Daldry]; Revolutionary Road [Sam Mendes]

 

No Oscar 2009, finalmente poderemos ver o merecido reconhecimento de duas das melhores atrizes da atualidade, que juntas já somam nove indicações à premiação. Kate Winslet é o nome a se bater nessa edição. Presente em dois fortes candidatos ao prêmio principal, tem uma nova chance de oferecer uma grande atuação - além de Revolutionary Road, está no drama The Reader, no qual substituiu a Nicole Kidman. Moore enfrentou uma queda brusca em sua carreira nos últimos anos, tanto que sua última indicação foi por Longe do Paraíso. Entretanto, Meirelles é um belo diretor de atores e isso pode contribuir para uma aguardada vitória da atriz. Fica a pergunta se a Academia irá corrigir o erro de não ter indicado a Angelina Jolie nesse ano. Entre os atores, nada está bem definido, mas um forte nome na disputa é o Frank Langella, que por diversas vezes quase chegou a uma esperada indicação. Contudo, a maior disputa parece estar entre o Benicio Del Toro (vivendo Che Guevara em dois longas) e o Leonardo DiCaprio, que além de participar de Revolutionary Road, também está em Body of Lies, novo drama de Ridley Scott.

ATOR Benicio Del Toro [The Argentine]; Leonardo DiCaprio [Body of Lies]; Ralph Fiennes [The Reader]; Frank Langella [Frost/Nixon]; Sean Penn [Milk] • ATRIZ Sally Hawkins [Happy-Go-Lucky]; Angelina Jolie [Changeling]; Julianne Moore [Cegueira]; Meryl Streep [Doubt]; Kate Winslet [Revolutionary Road]

 

Como todo ano, as categorias de coadjuvantes só começam a ser definidas já no final do ano, visto que alguns fatores são necessários para algum ator ser indicado aqui. Geralmente, sua atuação é o grande destaque do filme, ou é lembrado por seu longa concorrer na categoria principal. Michael Sheen parece ser uma aposta consolidada entre os atores, visto que foi esquecido por A Rainha e aqui tem um papel de grande importância para Frost/Nixon. Já Heath Ledger pode conseguir uma indicação póstuma que já era cotada antes de sua morte. Entre as atrizes, Blanchett tem chances de conquistar seu segundo Oscar após duas derrotas na categoria, enquanto Amy Adams pode ser uma surpresa. Complicado foi escolher apenas duas atrizes de Synecdoche, New York, primeiro longa do roteirista Charlie Kaufman na direção. Vou por opções óbvias (especialmente a Catherine Keener), mas talvez essa seja a categoria mais indefinida até o momento.

ATOR COADJUVANTE Jim Broadbent [The Young Victoria]; Josh Brolin [Milk]; Philip Seymour Hoffman [Doubt]; Heath Ledger [O Cavaleiro das Trevas]; Michael Sheen [Frost/Nixon] • ATRIZ COADJUVANTE Amy Adams [Doubt]; Kathy Bates [Revolutionary Road]; Cate Blanchett [por The Curious Case of Benjamin Button]; Catherine Keener [por Synecdoche, New York]; Dianne Wiest [Synecdoche, New York]

 

Mais do que superar Ratatouille (para mim a obra-prima da Pixar), Wall-E tem grandes chances de um feito inédito na premiação: além de uma óbvia vitória para melhor animação, tem grandes chances de faturar um Oscar de roteiro para a produtora. Não seria nada inesperado, visto que os filmes da Pixar já somam quatro indicações na categoria. Contudo, parece ser o ano em que a Academia finalmente premiará o Mike Leigh, visto que o diretor não deve ter maiores em outras áreas. Porém, a maior disputa está entre as adaptações. Quatro dos indicados a melhor filme devem se repetir, com grandes chances de Frost/Nixon premiar o trabalho do inglês Peter Morgan (já indicado por A Rainha). Ainda assim, se Revolutionary Road corresponder às expectativas, é um forte nome para vencer.

ROTEIRO ORIGINAL Changeling [Joseph Michael Straczynski]; Happy-Go-Lucky [de Mike Leigh]; Milk [de Dustin Lance Black]; Synecdoche, New York [de Charlie Kaufman]; Wall-E [Andrew Stanton e Jim Capobianco] • ROTEIRO ADAPTADO The Curious Case of Benjamin Button [Eric Roth]; Doubt [John Patrick Shanley]; Frost/Nixon [Peter Morgan]; The Reader [David Hare]; Revolutionary Road [Justin Haythe] • ANIMAÇÃO 9 [Shane Acker]; Horton e o Mundo dos Quem! [Jimmy Hayward e Steve Martino]; Wall-E [Andrew Stanton]

…em seguida: parte 2 - as categorias técnicas

Seguindo a linha de um post especial para o fim de ano, abaixo estão alguns dos filmes que mais aguardo para os próximos três meses - todos com estréia marcada aqui no Brasil. Fazendo um balanço da edição anterior, apenas Medo da Verdade não foi exibido por aqui. Essa época é marcada por comédias de gosto discutível, alguns filmes indicados ao Oscar que chegaram atrasado por aqui e o início das grandes produções do verão americano. Porém, também há algumas ótimas opções (ao menos são longas que, em sua maioria, aguardo há um longo tempo). E deixo também o potencial ao Oscar de cada filme: 1 estatueta significa nenhuma indicação; 2, que terá ao menos uma indicação; e 3, duas ou mais indicações. Lembrando que nessa época não temos muitos filmes “oscarizáveis”, sem falar que dois deles não têm chance alguma por serem de 2007. [as sinopses foram retiradas do Cineclick]

 

O NEVOEIRO (The Mist, Frank Darabont) sinopse: após uma terrível tempestade, uma estranha névoa encobre uma pequena cidade. Criaturas ocultas no nevoeiro atacam as pessoas que saem as ruas. Um grupo fica preso em um supermercado e não pode sair do local temendo ser atacado. A partir de então, começa uma luta sangrenta pela sobrevivência. Primeiro filme de Darabont desde o fracasso de Cine Majestic, é sua quarta adaptação de uma história do Stephen King (Um sonho de Liberdade é seu maior sucesso). Não foi tão bem de crítica, mas tenho esperança que seja mais um caso de filme subestimado - a exemplo de alguns do Shyamalan. Potencial para o Oscar:

 

CHEGA DE SAUDADE (de Laís Bodanzky) sinopse: a história acontece em uma noite de baile, em um clube de dança em São Paulo, acompanhando os dramas e alegrias de cinco núcleos de personagens freqüentadores do baile. A trama começa ainda com a luz do sol, quando o salão abre as suas portas, e termina ao final do baile, pouco antes da meia-noite, quando o último freqüentador desce a escada. Quem conta as novidades é o Marfil, segundo o qual esse filme tem grandes chances de ser nosso representante para o próximo Oscar. Adoro Bicho de Sete Cabeças e mal posso esperar para ver esse segundo trabalho da diretora. Potencial para o Oscar:

 

 

A FAMÍLIA SAVAGE (The Savages, de Tamara Jenkins) sinopse: os irmãos John (Philip Seymour Hoffman) e Wendy Savage (Laura Linney) precisam se juntar para cuidar do pai doente (Philip Bosco). Separados afetivamente e geograficamente por muitos anos, os filhos de Lenny Savage pouco conhecem sobre o homem que tentam salvar. No processo de cura do velho Savage, os irmãos confrontarão suas personalidades em um cômico drama familiar. O roteiro parece ser um dos mais interessantes da última temporada de prêmios, sem falar que tem dois dos meus atores preferidos. Comédia independente que tem todos os requisitos para um ótimo filme. Potencial para o Oscar:

  

 

ROLLING STONES: SHINE A LIGHT (de Martin Scorsese) sinopse: no final de 2006, o cineasta Martin Scorsese capturou em filme duas apresentações da banda inglesa Rolling Stones, em Nova York, no Beacon Theatre. Os shows, realizados em 29 de outubro e 1º de novembro, fazem parte da turnê A Bigger Band. Esse documentário mostrará, além de cenas dos bastidores, histórias da banda que comemora 45 anos. Não sou fã dos Rolling Stones, apesar de reconhecer sua importância para a história da música. Estou mesmo interessado na visão que o Scorsese teve sobre uma das maiores bandas de todos os tempos. Potencial para o Oscar:

 

ESTÔMAGO (de Marcos Jorge) sinopse: Raimundo (João Miguel) acaba de chegar a São Paulo vindo do Nordeste. Quando consegue um trabalho informal num boteco, começa a mostrar sua verdadeira aptidão: a culinária. Sua coxinha logo faz sucesso e sua reputação faz com que consiga um trabalho num restaurante italiano. Ele se apaixona por Iria (Fabiula Nascimento), uma prostituta que adora comer. De forma paralela, também acompanhamos seu dia-a-dia na prisão, onde Nonato é preso por um crime não-explicado. Não sei quanto a vocês, mas considero o João Miguel um dos melhores atores brasileiros do cinema recente. A sua capacidade de composição dos personagens é impressionante, sem falar que a trama tem um quê de O Cheiro do Ralo que me agrada bastante. Vencedor de vários prêmios (internacionais, até), tem tudo para ser um dos melhores filmes nacionais do ano. Potencial para o Oscar:

 

HOMEM DE FERRO (Iron Man, de Jon Favreau) sinopse: após sofrer um acidente, o bilionário inventor Tony Stark (Robert Downey Jr.) cria uma armadura de ferro para mantê-lo vivo. Com o sucesso de seu invento, ele decide usar a tecnologia de sua armadura para combater o crime. Confesso que não estava muito ansioso para esse filme, mas após o último trailer percebi que algo de bom pode sair desse projeto. Ao menos espero que seja um grande sucesso que marcará o retorno definitivo do Downey Jr. Potencial para o Oscar:

 

 

LEATHERHEADS (de George Clooney) sinopse: durante a década de 20, Jimmy Dodge Connelly (Clooney) é dono de um time de futebol americano. Ele tenta fazer com que um astro universitário (John Krasinski) desista do time para que ele tente sua sorte em uma nova liga profissional. Porém, Jimmy acaba se apaixonando pela noiva do rapaz (Renée Zellweger). Quem acompanha esse blog sabe que estou querendo ver esse filme desde que sua primeira foto foi divulgada. Além do elenco interessante, quero ver o desempenho de Clooney atrás das câmeras após o sucesso de Boa Noite e Boa Sorte. Potencial para o Oscar:

 

 

STOP-LOSS (de Kimberly Peirce) sinopse: após servir na Guerra do Iraque, um soldado (Ryan Phillippe) retorna para sua casa no Texas. Porém, é chamado de volta ao campo de batalha, o que causa sua revolta contra o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Após uma década de seu único filme (Meninos Não Choram), a diretora Peirce volta novamente com uma trama complicada, além do elenco jovem que me agrada bastante. Phillippe tem sua chance de brilhar, enquanto Channing Tatum é outra grande promessa. Entretanto, meu maior interesse é mesmo a participação do Joseph Gordon-Levitt, um excelente ator que já merece o reconhecimento há algum tempo. Filmes da MTV costumam não ser grande coisa, mas espero que isso não ocorra aqui. Potencial para o Oscar:

 

INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, de Steven Spielberg) sinopse: após duas décadas depois do lançamento do último longa, Indiana (Harrison Ford) irá se aventurar em 1957, no meio da Guerra Fria, tendo os soviéticos como vilões da história. Não há muito a acrescentar sobre o filme, afinal o Otavio já falou (muito bem, aliás) tudo a respeito dele. Basta dizer que qualquer produção do Spielberg é um evento - e, como não poderia deixar de ser, todos estão ansiosos pelo retorno de uma das melhores séries que o cinema já viu. Vale a pena conferir a análise do trailer feita pelo Gustavo. Potencial para o Oscar:

  

 

AS CRÔNICAS DE NÁRNIA: PRÍNCIPE CASPIAN (The Chronicles of Narnia: Prince Caspian, de Andrew Adamson) sinopse: Nárnia precisa novamente da ajuda dos irmãos Pevensie contra a dominação dos telmarinos, que baniram os animais falantes e as criaturas mitológicas. Eles são invocados pela trompa mágica de Susana (Anna Popplewell) e, ironicamente, Caspian (Ben Barnes), legítimo herdeiro desse povo, clama pelos reis em nome da antiga magia de Nárnia. Não gosto do primeiro filme, mas enquanto o novo Harry Potter não chega, será interessante acompanhar o segundo Nárnia nos cinemas. Potencial para o Oscar:

 

E sem muita surpresa terminou a 80ª edição do Oscar. Como já era esperado, Joel e Ethan Coen venceram os prêmios de melhor filme, direção e roteiro adaptado por Onde os Fracos Não Têm Vez, que ainda venceu na categoria de ator coadjuvante para o Javier Bardem. Resultado óbvio, mas merecido. Como já comentei aqui, No Country é o candidato que menos preferia entre os cinco indicados na categoria principal, mas de qualquer forma fiquei muito satisfeito com a vitória dos Coen - algo que já deveria ter ocorrido desde Fargo. Se por um lado a Academia foi bastante previsível nessas escolhas, por outro nunca vimos tantas surpresas numa cerimônia, comprovando que 2007 foi um ano cinematográfico fantástico. As melhores notícias foram as vitórias da Marion Cotillard por Piaf (primeira atriz estrangeira a vencer desde a Sophia Loren) e da Tilda Swinton por Conduta de Risco (seu discurso foi o melhor da premiação, sendo que sua vitória também foi a mais emocionante). Isso provou que a Academia teve coragem ao dispensar outras atuações femininas de qualidade inferior, premiando aquelas que realmente merecia. Aliás, foi a primeira vez em 44 anos que nenhum americano venceu nas quatro categorias de premiação, sendo também a primeira vez em que meus quatro preferidos venceram.

Faltou um pouco de coragem para reconhecer Sangue Negro como grande obra do ano passado. O filme recebeu os prêmios óbvios de melhor ator (Daniel Day-Lewis, na melhor atuação masculina da década) e fotografia, mas não tivemos nenhum reconhecimento para o Paul Thomas Anderson. Juno e Desejo e Reparação, também indicados a melhor filme, ficaram com apenas um prêmio, cada: roteiro original e trilha sonora, respectivamente. Quem surpreendeu foi O Ultimato Bourne, vencendo os três prêmios ao qual concorria, incluindo melhor montagem. O lado discutível da festa foi a injusta estatueta de efeitos visuais para A Bússola de Ouro, realmente foi marmelada Transformers perder - inclusive também acho que o Kevin O’Connell merecia seu Oscar de mixagem de som após 20 indicações em vencer. Já Elizabeth foi ajudado pela disputa entre Atonement e Sweeney Todd e venceu como melhor figurino. Além das categorias de atuação, o melhor prêmio na minha opinião foi o de canção para “Falling Slowly” - foi muito chato cortarem a Markéta Irglová antes dela falar qualquer coisa, porém depois corrigiram.

Quanto à cerimônia, sinceramente achei um tanto decepcionante. Se esperava muito mais por parte da produção já que essa era a 80ª edição dos Academy Awards. Primeiro que vários números musicais foram para lá de sem graça. Encantada foi prejudicado com os cenários cafonas e Kristin Chenoweth não convenceu interpretando “That’s How You Know”. Já a Amy Adams estava maravilhosa, contudo cantou a divertida “Happy Working Song” sem nenhum cenário adicional. “Raise It Up” até que fez bonito (surpreendente, até), mas o destaque foi mesmo a dupla de Once, que me emocionou em cada segundo de sua apresentação - terminando em lágrimas. As piadas foram sem graça (com raras exceções) e me perdoem os fãs, mas há apresentador melhor do que o Jon Stewart para comandar o Oscar. Já os clipes foram decepcionantes. Tipo, o que foi aquela homenagem aos 79 filmes vencedores da categoria principal, que coisa mais primária! Ao menos o momento “In Memoriam” salvou tudo. Resumindo: o Oscar 2008 foi ótimo quanto à distribuição de prêmios principais (nem tanto em relação aos técnicos), mas sem dúvida foi a cerimônia mais fraca dos últimos anos.

Dos meus palpites, acertei 13 de 24, o que é meu pior resultado em toda a história - e longe de superar o recorde de 2004 (com 18 acertos). Esperava ao menos repetir o percentual do ano passado, mas foram tantas surpresas que não deu. Ao menos passei da casa dos 50%, também acertando 6 das 8 categorias principais. Abaixo, os vencedores:

Os excelentes vencedores das categorias de atuação comemoram o prêmio.

As estatuetas da foto não foram as únicas vencidas pelos irmãos Coen…

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filme Onde os Fracos Não Têm Vez; direção Joel e Ethan Coen (Onde os Fracos Não Têm Vez); ator Daniel Day-Lewis (Sangue Negro); atriz Marion Cotillard (Piaf - Um Hino ao Amor); ator coadjuvante Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez); atriz coadjuvante Tilda Swinton (Conduta de Risco)

roteiro original Juno (Diablo Cody); roteiro adaptado Onde os Fracos Não Têm Vez (Joel e Ethan Coen); filme estrangeiro Os Falsários, da Áustria (Stefan Ruzowitzky); documentário Um Táxi Para a Escuridão (Alex Gibney/Eva Orner);  documentário curta Freeheld (Cynthia Wade/Vanessa Roth); curta-metragem Le Mozart des Pickpockets (Samuel Tourneux); curta de animação Peter & the Wolf (Hugh Welchman)

fotografia Sangue Negro (Robert Elswit); direção de arte Sweeney Todd (Dante Ferretti); montagem O Ultimato Bourne (Christopher Rouse); figurino Elizabeth: A Era de Ouro (Alexandra Byrne); trilha original Desejo e Reparação (Dario Marianelli); canção original “Falling Slowly”, de Once (Glen Hansard/Markéta Irglová); maquiagem Piaf (Didier Lavergne e Jan Archibald); efeitos visuais A Bússola de Ouro (Michael Fink e cia.); edição de som O Ultimato Bourne (Karen B. Landers e Per Hallberg); mixagem de som O Ultimato Bourne (Scott Millan e cia.)

 

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -AVISO O Teco Apple foi o grande vencedor do Bolão Oscar 2008. Ele mandou seus palpites pelo sistema de 100%, assim não abriu margem para outras possíveis vitórias e acertou 15 de 21 categorias, somando 1500 pontos no total. Ainda no ranking, tivemos o Caio Túlio em segundo - e o Fabio Mattos em terceiro. Como já disse, foi meu pior ano nas previsões, ficando apenas na 11ª posição (do total de 21 participantes). Confira o resultado completo aqui. Quero agradecer a todos pela participação e até o Oscar 2009!

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22:25 O mundo é dos belos: Jennifer Garner (deslumbrante, apesar de bem diferente), Johnny Depp (talvez o preferido das mulheres) e Penélope Cruz (que nem está desfilando ao lado do Javier Bardem). E a Ellen Page está tão diferente que resolvi não postar nenhuma foto dela. Bem, por enquanto é isso. Estou encerrando esse post porque a cerimônia já está para começar. Ainda assim estarei acompanhando a movimentação nos blogs e postarei meus comentários sobre a cerimônia assim que ela terminar. Obrigado pela atenção de todos!

22:05 Acima, meus coadjuvantes preferidos do ano (Tilda Swinton e Javier Bardem), espero que ambos vençam. Ao centro, a encantadora Amy Adams, grande esquecida pela Academia. Alguém aqui viu a Jennifer Hudson? Então me explica aquela roupa horrenda dela, de longe o pior visual que vi no tapete - não coloquei aqui porque as crianças podem se assustar…

21:48 Ruby Dee dá tchauzinho enquanto pode… Ainda não sei se gostei do visual “sereia” da Marion Cotillard, mas o fato é que ela continua muito bonita e tem minha torcida para o Oscar de melhor atriz. E seria interessante ver o Tom Wilkinson recebendo um merecido prêmio da Academia, mas prefiro que o Javier Bardem vença sua estatueta óbvia.

21:39 Acima estão os responsáveis pelos musicais mais aguardados dessa noite. Primeiro, o elenco principal de Once, do qual Glen Hansard e Markéta Irglorvá irão interpretar a excelente “Falling Slowly”. Em seguida, a ótima Kristin Chenoweth, que cantará uma das canções de Encantada - aliás, a que mais tem chances de vencer, “That’s How You Know”.

21:32 Daniel Day-Lewis e Laura Linney. Precisa dizer mais algo?

21:06 A Saoirse Ronan foi com um vestido verde (para lembrar seu filme, talvez?), porém nem se compara ao figurino de Keira Knightley em Atonement. Enquanto isso, uma de minhas atrizes preferidas já se candidata ao posto de mais bonita da noite: Anne Hathaway.

20:36 E as primeiras celebridades de verdade começam a chegar, incluindo a Amy Ryan (indicada a atriz coadjuvante) e o George Clooney (concorre como melhor ator). Gente bonita, gente talentosa. Agora, alguém me explica o que o Paul Haggis está fazendo na cerimônia? Muito medo dele ganhar um Oscar só por estar presente…

20:06 Para aqueles que assim como eu devem acompanhar a cerimônia pela Rede Globo, sabe que eles só começam a transmitir após terminar a droga do BBB - perdendo vários dos prêmios e momentos iniciais. Portanto, aqui vai uma dica. Através desse link, é possível ver o canal ABC ao vivo, inclusive já está passando a movimentação no tapete vermelho. Espero que não seja retirado até o início do Oscar…

19:55 Já chegaram as primeiras celebridades no tapete vermelho do Oscar (sim, está chovendo, mas tudo está coberto). Só gente feia e sem graça por enquanto. Quanto aparecer alguém interessante, eu posto aqui, ok?

17:15 Acabei de ver a Pixar Short Films Collection, uma reunião de todos os trabalhos em curta-metragem realizados pela produtora. A seleção de 13 filmes inclui alguns vencedores do Oscar como Tin Toy, O Jogo de Gari e Para os Pássaros. Para quem ainda não viu, é altamente recomendado!

16:22 Quero agradecer à Kamila, que enviou um link muito útil com a ordem de apresentação de prêmios e canções (praticamente confirmada). Ainda bem que apresentarão a categoria de atriz coadjuvante já na segunda metade dos prêmios - uma diferença em relação a anos anteriores é que a estatueta de melhor atriz será apresentada mais cedo. A ordem das premiações será a seguinte: figurino, animação, maquiagem, efeitos visuais, direção de arte, ator coadjuvante, curta-metragem, curta de animação, atriz coadjuvante, roteiro adaptado, edição de som, mixagem de som, atriz, edição, filme estrangeiro, canção, fotografia, trilha original, documentário curta, documentário, roteiro original, ator, direção e filme. Algumas categorias terão clipes em homenagem aos 80 anos do Oscar.

15:42 Outros blogueiros acabam de postar seus palpites. Enquanto Otavio vai com a maioria na escolha de Onde os Fracos Não Têm Vez, Lucas arriscou em Sangue Negro como vencedor da categoria principal. Já entre os estrangeiros, Nathaniel e Glenn também apostam no filme dos irmãos Coen. Lembrando que ainda há tempo para enviar seus palpites ao Bolão do Oscar 2008 - o prazo é até as 18 horas. Por enquanto, No Country lidera absoluto a disputa, enquanto Ruby Dee é a mais prestigiada entre as coadjuvantes - confesso que isso me deixa bastante preocupado…

13:50 Vários blogueiros já publicaram seus palpites para a cerimônia de logo mais. De todas, as apostas da Kamila e do Marfil são as mais parecidas com a minhas, pois discordamos em apenas três categorias. Engraçado que entre as atrizes coadjuvantes os palpites dos três são diferentes, ficando entre a Amy Ryan, Ruby Dee e Tilda Swinton. Matheus traz um palpite bem arriscado para melhor filme, discordando de todos ao apostar em Conduta de Risco - algo que pode ser possível. Já a dupla do Cinema em Casa, Rogério e Ramon, apostam em Sangue Negro como grande vencedor (esse sim um palpite muito arriscado). Porém, no geral, Onde os Fracos Não Têm Vez é o filme mais prestigiado pelos blogueiros, incluindo o Fabio, o Felipe, a Fer, o Gustavo, o Luciano, o Teco, o Wanderley e o Weiner. Ninguém apostou em Juno ou Desejo e Reparação.

11:00 Será que bilheteria é fator de vitória para algum filme? Ano passado Os Infiltrados foi um dos mais bem sucedidos entre o público e faturou o prêmio principal. Como mostra o quadro abaixo (site Box Office Mojo), Juno seria o grande vencedor se dependesse da quantia arrecadada - o incrível é que que seu custo foi o menor entre os cinco indicados. Ainda assim, No Country fez sucesso suficiente para assegurar a estatueta…

10:14 Todos já devem saber, mas não custa repetir que a Kristin Chenoweth interpretará uma das canções de Encantada (”That’s How You Know”) durante a cerimônia. A atriz que já venceu um Tony está atualmente na série Pushing Daisies, inclusive protagonizou a melhor cena musical que vi em muito tempo - por isso estou bem ansioso para a apresentação dela. Ainda nas músicas de Encantada, Amy Adams deve interpretar a divertida “Happy Working Song”, enquanto o ótimo Jon McLaughlin deve cantar a bela “So Close”. Já Jamia Simone Nash e sua “Raise It Up” (de O Som do Coração) deve trazer o gospel à cerimônia - preparem-se para a mesma gritaria de Dreamgirls no ao passado. Já Glen Hansard e Markéta Irglová irão interpretar “Falling Slowly” (Once), minha preferida entre as indicadas.

03:13 O pessoal do Cinemateque (incluindo eu mesmo) fez um belo especial com os filmes indicados ao Oscar 2008. Entre as matérias disponíveis, estão análises detalhadas de longas como Sangue Negro, Sweeney Todd, Na Natureza Selvagem, Onde os Fracos Não Têm Vez, Ratatouille, O Escafandro e a Borboleta e Juno. Escrevi sobre Conduta de Risco (aqui) pelo fato de considerá-lo o menos prestigiado pelos blogueiros - portanto, ficaria bem satisfeito com uma vitória do filme. Não deixem de conferir!

02:48 Já no Framboesa de Ouro não teve para mais ninguém. O desastroso Eu Sei Quem Me Matou, protagonizado pela Lindsay Lohan, bateu o recorde da premiação com 8 prêmios no total, incluindo pior filme, direção, atriz e roteiro. O outro “vencedor” do prêmio foi Norbit, sendo o pior em três categorias: ator, ator coadjuvante e atriz coadjuvante - curioso que todos estes foram para o Eddie Murphy, pelos diferentes personagens que ele interpreta. Veja a lista completa aqui.

02:09 Juno foi o grande vencedor do Independent Spirit Awards, recebendo ao todo 3 prêmios: melhor filme, atriz (Ellen Page) e roteiro de estréia (para a Diablo Cody). Não foi surpresa alguma, visto que dos indicados (aqui), esse foi o único indicado ao Oscar na categoria principal. O que isso quer dizer? Que Juno provavelmente não vencerá o prêmio da Academia amanhã, visto que nenhum ganhador do ISA conseguiu isso - incluindo os recentes Brokeback Mountain e Pequena Miss Sunshine. Outros premiados incluem Julian Schnabel (melhor diretor por O Escafandro e a Borboleta), Philip Seymour Hoffman (ator, por A Família Savage), Cate Blanchett (atriz coadjuvante, por Não Estou Lá) e Chiwetel Ejiofor (ator coadjuvante, por Talk to Me). Veja a lista completa aqui.

Foi um longo período até chegarmos a esse ponto. Após meses de previsões, especulações e muita ansiedade, amanhã todos os cinéfilos irão parar em frente às suas televisões para acompanharem a transmissão da 80ª cerimônia do Academy Awards. Nessa edição, o grande vencedor deve ser Onde os Fracos Não Têm Vez, filme dos irmãos Coen que tem o máximo de indicações (oito) juntamente com Sangue Negro - épico do Paul Thomas Anderson que já nasceu clássico e tem a minha preferência. Contudo, nunca sabemos das surpresas que a Academia está reservando - espero que muitas ocorram (e que de preferência sejam boas). Meu maior percentual de acertos foi em 2004, ano em que O Retorno do Rei venceu ao todo onze estatuetas e acertei 18 dos 24 palpites. No ano passado foram 16 acertos e espero ao menos repetir o isso amanhã. Abaixo, minhas previsões para todas as categorias (veja a lista completa de indicados aqui).

 

palpite: Onde os Fracos Não Têm Vez. A esperada vitória dos Coen nessa categoria deve se dar por uma série de motivos, sendo praticamente nulas as chances dos demais concorrentes. Além do filme vencer a maioria dos prêmios da crítica, é uma ótima oportunidade da Academia corrigir o erro de não ter oferecido essa estatueta para a dupla com Fargo. Conduta de Risco surge como forte concorrente, mas sua exclusão da categoria de melhor montagem diminui consideralmente suas chances. Portanto, como alternativa, acredito em Juno, pois ainda que esteja fora de melhor edição, tem a maior bilheteria (de longe) dos indicados. se eu votasse no Oscar… Sangue Negro

 

palpite: Onde os Fracos Não Têm Vez (Joel e Ethan Coen). Engraçado que essa é a primeira indicação para a dupla em algum trabalho conjunto, uma vez que anteriormente apenas o Joel ficava responsável pela direção - ao passo que o Ethan era o produtor de todos os seus filmes. Será um reconhecimento tardio, mas merecido, ainda que não seja meu preferido aqui. Com a vitória no DGA Awards, dificilmente os Coen irão perder e não vejo algum candidato à altura para tirar esse prêmio da dupla - talvez apenas o Paul Thomas Anderson, mas isso é bastante improvável. se eu votasse no Oscar… Sangue Negro (Paul Thomas Anderson)

 

palpite: Daniel Day-Lewis (Sangue Negro). Aqui não há erro: será uma das maiores surpresas da década se o Day-Lewis perder, afinal sua atuação em Sangue Negro deve ficar para a história - sem falar que venceu vários outros prêmios por esse papel. Até um tempo atrás (antes das indicações) apostava no Johnny Depp, mas após ver Sweeney Todd percebi que ele não tem chance alguma de vencer, portanto o George Clooney é a alternativa mais plausível para a categoria - tanto que não me incomodaria com sua vitória, apesar do Day-Lewis estar melhor. se eu votasse no Oscar… Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)

 

palpite: Julie Christie (Longe Dela). A disputa dessa categoria ainda está um pouco indefinida. Christie ganhou um favoritismo inesperado após as vitórias do Golden Globe e SAG Awards, além de ser uma veterana vencedora do Oscar que tem muitas chances de levar sua segunda estatueta na categoria - a primeira foi em 1966. Contudo, há ao menos duas candidatas bem cotadas para o prêmio. A primeira (minha alternativa) é a Marion Cotillard, cujo único fato contra é seu filme falado em francês (seria a segunda atriz na história a vencer o Oscar por uma fita estrangeira). Se os votos se dividirem entre as duas, a surpresa pode ser a Ellen Page (Juno), se tornando a vencedora mais jovem nessa categoria. se eu votasse no Oscar… Marion Cotillard (Piaf - Um Hino ao Amor)

 

palpite: Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez). Assim como melhor ator, o vencedor dessa categoria já está bem definido. Bardem tem um excelente trabalho no filme que provavelmente será o maior premiado da noite, sem falar que foi injustiçado pela Academia em outras oportunidades - portanto, seu Oscar será um dos mais óbvios desse ano. Como alternativa acredito no Hal Holbrook (Na Natureza Selvagem), que pode despertar o lado emocional dos votantes e conquistar a preferência daqueles mais velhos. Não seria justo, mas há uma pequena possibilidade disso ocorrer. se eu votasse no Oscar… Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez)

 

palpite: Tilda Swinton (Conduta de Risco). Defitivamente essa é a categoria mais indefinida até esse momento. Qualquer uma das cinco indicadas podem vencer o prêmio, incluindo a garota Saoirse Ronan (o que seria uma surpresa, mas plenamente justificada pela divisão de votos entre as demais). Aposto na Swinton pelos motivos que já comentei por diversas vezes no blog: além da atuação soberba, pode ser uma forma encontrada pela Academia de premiar Conduta de Risco, já que o filme tem poucas chances nas demais categorias. A senhora Ruby Dee (por O Gânsgster) é uma pedra no sapato, mas espero que não seja premiada. Assim, Amy Ryan (Medo da Verdade) é minha alternativa. se eu votasse no Oscar… Tilda Swinton (Conduta de Risco)

 

palpite: Juno (Diablo Cody). Uma vitória que já era praticamente certa começa a dar sinais de fraqueza. Juno é o hit da temporada, não há dúvida, mas será que agradou à ala de votantes mais tradicionais da Academia? Aposto na roteirista Diablo Cody pela enorme quantidade de prêmios que seu trabalho recebeu, entretanto já se fala em uma possível vitória de Conduta de Risco - premiando, assim, o trabalho do Tony Gilroy, já que não tem maiores chances nas categorias principais. Apesar de serem exceletes, minha preferência ainda permanece com a melhor animação da história da Pixar. se eu votasse no Oscar… Ratatouille (Brad Bird, Jan Pinkava e Jim Capobianco)

 

palpite: Sangue Negro (Paul Thomas Anderson). Decidi arriscar um pouco aqui ao não escolher o trabalho dos irmãos Coen em Onde os Fracos Não Têm Vez. O fato é que considero Sangue Negro uma obra-prima e aguardo por algum reconhecimento para o P.T. Anderson. De qualquer forma esse fator não foi fundamental para minha previsão, uma vez que esse palpite é baseado no fato de que os Coen devem vencer em outras categorias e seria até injusto com os concorrentes se levassem todos os quatro prêmios. O Escafandro e a Borboleta pode ser uma alternativa, mas como o Ronald Harwood ganhou um Oscar nessa década por O Pianista, não acredito tanto nessa possibilidade. se eu votasse no Oscar… Sangue Negro (Paul Thomas Anderson)

 

palpite: Os Falsários (Áustria, de Stefan Ruzowitzky). Como já afirmei outras vezes, a seleção da categoria está abaixo da média e trouxe fitas pouco representativas do atual cinema estrangeiro. De qualquer forma, o favorito Os Falsários estava na lista de previsões mesmo antes da contentável lista de indicados, portanto deve ser o grande vencedor. Os maiores adversários são o polonês Katyn (do premiado diretor Andrzej Wadja) e o israelense Beaufort (de Joseph Cedar) - esse último conquistou a vaga de última hora e pode ir muito mais longe. se eu votasse no Oscar… não vi nenhum dos indicados

 

palpite: No End In Sight (Charles Ferguson e Audrey Marrs). Com um tema bastante atual (falando das decisões equivocadas do governo americano durante a presidência do Bush), esse é o mais elogiado dessa categoria e parece ser forte o suficiente para derrotar o “todo poderoso” Sicko - S.O.S. Saúde (ainda que uma nova vitória do Michael Moore seja bem possível, não acredito nisso). Um Táxi Para a Escuridão é a melhor alternativa aqui, inclusive foi dirigido por Alex Gibney - já indicado por Enron - Os Mais Espertos da Sala. se eu votasse no Oscar… não vi nenhum dos indicados

 

palpite: Ratatouille (Brad Bird). Uma vitória aparentemente fácil começa a ter alguns sinais nada favoráveis. Talvez o filme do Brad Bird seja o melhor que já vi dentro desse gênero, contudo há um enorme comentário que a animação Persépolis (da dupla Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud) deve ser a grande surpresa aqui. Um motivo que pesa contra a Pixar é o fato da produtora já ter vencido dois prêmios da categoria, sendo um deles com o próprio Brad Bird. De qualquer forma, Ratatouille tem 5 indicações (número recorde para o estúdio) e acredito que seja a melhor chance de premiá-lo. se eu votasse no Oscar… Ratatouille (Brad Bird)

 

palpite: Sangue Negro (Robert Elswit). Seria interessante ver o trabalho do Roger Deakins finalmente ser premiado. Aqui ele concorre por dois faroestes não muito típicos em que a direção de fotografia é bem diferente - apesar de excelente em ambos. O Assasinato de Jesse James é um forte concorrente, mas sem dúvida foi atrapalhado pela indicação dupla do Deakins (os votos devem se dividir). O palpite mais seguro no momento é Sangue Negro, que ganhou o prêmio do sindicato de fotógrafos e é realmente um trabalho excepcional. Se eu votasse no Oscar… Sangue Negro (Robert Elswit)

 

palpite: Onde os Fracos Não Têm Vez (Roderick Jaynes). Um fato certo é que dificilmente os irmãos Coen ganharão as quatro estatuetas às quais estão concorrendo. Como por meus palpites não devem ser os vencedores de melhor roteiro adaptado (até porque já tem um Oscar nessa área), por uma questão matemática acredito na vitória da dupla aqui. Eles assinam com o pseudônimo de Roderick Jaynes, portanto seria interessante ver como eles iriam agradece o prêmio. O Ultimato Bourne venceu o prêmio do sindicato e é um candidato para ficar de olho - ainda que não seja meu preferido aqui. Se eu votasse no Oscar… Sangue Negro (Dylan Tichenor)

 

palpite: Sangue Negro (Jack Fisk e Jim Erickson). Uma categoria bem complicada em que temos três fortes concorrentes. O desenhista de produção de Sweeney Todd seria o favorito na teoria, mas vale lembrar que o Dante Ferretti ganhou a estatueta não há muito tempo atrás (O Aviador) e os votantes devem deixar a disputa entre Desejo e Reparação e Sangue Negro (obviamente por estarem concorrendo na categoria principal). Já vencedor do prêmio do sindicato, o trabalho dessa área em Sangue Negro é soberbo e dificilmente não será reconhecido pela Academia. Se eu votasse no Oscar… Sangue Negro (Jack Fisk e Jim Erickson)

 

palpite: Desejo e Reparação (Jacqueline Durran). Um prêmio óbvio para o filme do Joe Wright, visto que esse é um dos melhores aspectos de seu filme de época. Perdeu o prêmio do sindicato para Sweeney Todd, mas não acredito que a Colleen Atwood será premiada pela terceira vez nessa década. Portanto a estatueta da Jacqueline Durran está praticamente garantida - só pelo vestido verde da Keira Knightley já merecia tal reconhecimento. Se eu votasse no Oscar… Desejo e Reparação (Jacqueline Durran)

 

palpite: Desejo e Reparação (Dario Marianelli). Acredito que seja outro prêmio óbvio para o ótimo filme de Joe Wright. Ainda que a categoria tenha fortes concorrentes, nada supera o belíssimo trabalho de Marianelli, o qual acaba sendo o melhor aspecto da produção. Espero que algum clipe com os indicados seja exibido, pois a seleção desse ano realmente está incrível. Destaco a música de Ratatouille, minha alternativa na categoria, que parece uma ótima forma da Academia voltar a premiar uma animação nessa categoria - sem falar que ficaria extremamente satisfeito com a vitória do Michael Giacchino. Se eu votasse no Oscar… Desejo e Reparação (Dario Marianelli)

 

palpite: “Falling Slowly” (Once, de Glen Hansard e Markéta Irglová). As três indicações de Encantada facilitaram um pouco o palpite para essa categoria. A maior probabilidade é que ocorra algo semelhante ao ano passado, quando as canções de Dreamgirls dividiram os votos e abriram caminho para a vitória de “I Need to Wake Up”. Ainda assim é bom ficar de olho em “That’s How You Know”, minha composição favorita no filme da Disney. E, por favor Academia, NÃO escolham a canção de O Som do Coração! Ela é a mais fraca de todas as suas indicadas na última década. Se eu votasse no Oscar… Once

 

palpite: Piaf - Um Hino ao Amor (Didier Lavergne e Jan Archibald). Torço para que o excelente trabalho da Ve Neill seja reconhecido por Piratas do Caribe (ela não venceu nenhum Oscar pela trilogia), mas devido à força de Piaf e sua protagonista, uma vitória aqui é bem esperada. Interessante por premiar novamente estrangeiros na categoria (ano passado foram os mexicanos de O Labirinto do Fauno), mas ainda assim minha torcida está com Piratas. E será que Norbit tem capacidade de ser o pior filme da história a ser premiado com um Oscar? Veremos… Se eu votasse no Oscar… Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (Ve Neill e Martin Samuel)

 

palpite: Transformers (Scott Farrar, Scott Benza, Russell Earl e John Frazier). Não há dúvida que os efeitos especiais são a melhor parte de Transformers, um filme mediano que se salva justamente por esse aspecto. Apesar de ser cansativo, é um trabalho como poucos e impressiona por sua grandiosidade, merecendo portanto o prêmio. De qualquer fora torço para Piratas do Caribe, minha alternativa - o fato da mesma equipe ter vencido no ano passado prejudicou bastante as chances do filme. Se eu votasse no Oscar… Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (John Knoll, Hal Hickel, Charles Gibson e John Frazier)

 

palpite: Transformers (Ethan Van der Ryn e Mike Hopkins). Categoria bem complicada de se prever, até porque há alguns vencedores do Oscar entre os indicados e todos os filmes tem chances semelhantes de vitória. Aposto em Transformers pelo sucesso comercial do filme, mas não me surpreenderia se O Ultimato Bourne finalmente garantisse algum prêmio para a trilogia. Ratatouille tem poucas chances, mas bem que seria uma boa chance de conseguir uma segunda estatueta na cerimônia. Se eu votasse no Oscar… Ratatouille (Randy Thom e Michael Silvers)

 

palpite: Transformers (Kevin O’Connell, Greg P. Russell e Peter J. Devlin). Transformers deve vencer em alguma das categorias de som, por isso que minhas duas apostas vão para esse filme - é complicado decifrar em qual dos segmentos tem mais chances. Entretanto, há um ótimo motivo para sua vitória aqui: a vigésima indicação de Kevin O’Connell - sem nunca ter vencido Oscar algum. Chegou a vez dele finalmente ser reconhecido? Espero que sim, ainda que nesse ano não seja meu preferido. Se eu votasse no Oscar… Onde os Fracos Não Têm Vez (Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff e Peter Kurland)

 

Não entendo tanto sobre essas categorias, inclusive nunca acertei as três, mas para não quebrar minha tradição, deixo meus palpites para elas - peguei algumas informações dos ótimos artigos feitos pelo Marfil no Spoiler Premium. Decidi não colocar minhas preferências, uma vez que não conheço muito sobre os indicados. curta-metragem: At Night. Acho que vence pela história de forte apelo emocional, pois conta a história de três mulheres que tentam resolver seus conflitos enquanto passam férias em um hospital de câncer. curta-metragem de animação: My Love. Alexandre Petrov foi o responsável pelo clássico O Velho e o Mar, vencedor do Oscar em 1999. Outros fortes candidatos são Madame Tutli-Putli e Peter & the Wolf. documentário de curta-metragem: Freeheld. Na trama, uma detetive da polícia de Nova Jersey enfrenta um câncer e tenta transferir sua pensão para uma amiga, enfrentando o descaso do Estado. Único dos indicados que se passa nos Estados Unidos, tem maior chances por isso, mas tem a concorrência de Sari’s Mother.

 

 

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -AVISO Para quem ainda não está participando do Bolão Oscar 2008, tem até amanhã as 18 horas para enviar seus palpites. Basta você ter um blog e mandar suas previsões nas 21 categorias (incluindo documentário, pois só excluímos as três relacionadas aos curtas). Até agora, apenas 6 pessoas mandaram seus palpites para o e-mail bolaooscar@hotmail.com - sendo estes o Caio Túlio, Demas Jr., Gustavo Cruz, Kamila, Vinícius Pereira e Weiner.

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Há alguns meses atrás iniciei uma série de comentários sobre as cerimônias do Oscar da última década tendo em vista os 80 anos da premiação. Na verdade não esperava que essa seqüência fosse até o fim, mas os comentários de vocês foram fundamentais para isso - portanto, agradeço a todos por sua paciência. Enfim, após ver todos os cinco indicados ao prêmio de melhor filme nesse ano, decidi fazer esse post final da série com um resumo dos 10 posts. Logo abaixo, revelo minha ordem de preferidos para a cerimônia do próximo domingo.

 

Para esse Oscar 2008, fiquei um tanto decepcionado pela seleção não incluir um dos melhores filmes de animação em todos os tempos (Ratatouille). De qualquer forma isso não era esperado mesmo e a seleção final acabou sendo melhor do que em qualquer outra edição da última década. O grande destaque vai para Sangue Negro, nova obra-prima do Paul Thomas Anderson. Entretanto, Onde os Fracos Não Têm Vez deve ser o grande vencedor. Clique nos links para a crítica de cada filme:

por preferência: 1. [10] Sangue Negro; 2. [9.0] Desejo e Reparação; 3. [9.0] Conduta de Risco; 4. [9.0] Juno; 5. [8.5] Onde os Fracos Não Têm Vez (média de 9.1) l minha seleção: 1. Sangue Negro; 2. Ratatouille; 3. Zodíaco; 4. Desejo e Reparação; 5. Conduta de Risco.

 

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No Oscar 2007, o grande destaque foi a primeira vitória de Martin Scorsese, o qual talvez seja o melhor momento da última década. Além disso, também pela primeira vez um filme dele foi premiado na categoria principal. Numa cerimônia acima da média em todos os aspectos (a produção está de parabéns), outros filmes de destaque foram O Labirinto do Fauno e Pequena Miss Sunshine, sendo que esse segundo teve a minha preferência nesse ano.

por preferência: 1. [9.5] Pequena Miss Sunshine; 2. [9.0] Os Infiltrados; 3. [9.0] Babel; 4. [9.0] A Rainha; 5. [8.5] Cartas de Iwo Jima (média de 9.0) l minha seleção: 1. Pequena Miss Sunshine; 2. Filhos da Esperança; 3. Os Infiltrados; 4. Maria Antonieta; 5. Babel.

 

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Depois do fraquíssimo ano de 1999, talvez o Oscar 2006 tenha a pior cerimônia que eu já vi. O resultado final (com a vitória de Crash) contribuiu para isso. Contudo, no geral a festa foi péssima, com alguns clipes bem tediosos, piadas pouco inspiradas dos apresentadores e números musicais abaixo da média. Ao final, ficou a sensação de que “faltou algo”, tornando esse ano bem esquecível. Uma pena para o cinema independente tão prestigiado nessa edição.

por preferência: 1. [10] O Segredo de Brokeback Mountain; 2. [9.0] Capote; 3. [8.5] Munique; 4. [7.5] Boa Noite e Boa Sorte; 5. [5.0] Crash - No Limite (média de 8.0) l minha seleção: 1. Brokeback Mountain; 2. O Jardineiro Fiel; 3. Match Point; 4. Capote; 5. Harry Potter e o Cálice de Fogo.

 

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Após não ser reconhecido por Sobre Meninos e Lobos, Clint Eastwood foi o grande nome do Oscar 2005. Vencendo uma disputa improvável com o Martin Scorsese, ainda conquistou os votantes com seu excelente Menina de Ouro, que ganhou quatro prêmios de destaque na cerimônia. Uma boa edição em relação aos vencedores, mas que poderia ter escolhido melhor os seus indicados. O pior aspecto foi a apresentação desastrosa do Chris Rock, de longe a pior que já vi em algum Oscar.

por preferência: 1. [9.5] Em Busca da Terra do Nunca; 2. [9.0] Menina de Ouro; 3. [8.5] O Aviador; 4. [8.5] Sideways - Entre Umas e Outras; 5. [7.5] Ray (média de 8.5) l minha seleção: 1. Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças; 2. Em Busca da Terra do Nunca; 3. Homem-Aranha 2; 4. Menina de Ouro; 5. Dogville.

 

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Acredito que o reconhecimento a O Retorno do Rei no Oscar 2004 era mais do que esperado, afinal nenhum dos filmes anteriores da excelente trilogia tinha vencido o prêmio. Foi uma noite um tanto monótona pela enorme quantidade de estatuetas oferecidas ao filme de Peter Jackson (11 no total), mas o resultado foi mais do que merecido. Destaque para a presença brasileira na festa com Cidade de Deus e a melhor seleção da década na categoria principal.

por preferência: 1. [10] O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei; 2. [9.5] Sobre Meninos e Lobos; 3. [9.0] Seabiscuit - Alma de Herói; 4. [8.5] Encontros e Desencontros; 5. [8.0] Mestre dos Mares (média de 9.0) l minha seleção: 1. O Retorno do Rei; 2. Elefante; 3. Sobre Meninos e Lobos; 4. Cidade de Deus; 5. Seabiscuit.

 

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No Oscar 2003 a Academia seguiu um caminho tradicional e premiou o retorno da antiga maneira de se fazer musicais com o superestimado Chicago. Além disso, cometeu o erro de oferecer a estatueta de direção para o Roman Polanski - de qualquer forma, também acredito que o Martin Scorsese não merecida dessa vez. Cerimônia pouco inspirada e que se salvou pela apresentação excepcional do Steve Martin, sem dúvida a melhor da década.

por preferência: 1. [9.5] As Horas; 2. [9.5] O Senhor dos Anéis - As Duas Torres; 3. [8.0] Chicago; 4. [7.5] Gangues de Nova York; 5. [7.0] O Pianista (média de 8.4) l minha seleção: 1. As Horas; 2. Fale com Ela; 3. O Senhor dos Anéis - As Duas Torres; 4. A Última Noite; 5. Minority Report.

 

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Até hoje acredito que o resultado do Oscar 2002 seja bem contestado por muitos cinéfilos. Ainda que Moulin Rouge seja meu preferido na seleção, tinha certeza que o longa não tinha chance alguma de vitória, portanto gostei muito da premiação para Uma Mente Brilhante, talvez o filme que mais me emocionou naquele ano. Premiar O Senhor dos Anéis seria algo óbvio, portanto fico feliz pelos votantes terem esperado até o último capítulo da trilogia para premiá-la. Destaque para a emocionante vitória da Halle Berry.

por preferência: 1. [9.5] Moulin Rouge; 2. [9.0] Uma Mente Brilhante; 3. [9.0] O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel; 4. [8.5] Assassinato em Gosford Park; 5. [8.0] Entre Quatro Paredes (média de 8.8) l minha seleção: 1. Donnie Darko; 2. Moulin Rouge - Amor em Vermelho; 3. Uma Mente Brilhante; 4. A.I. - Inteligência Artificial; 5. A Sociedade do Anel.

 

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Sem dúvida esse foi um ano bastante fraco para o cinema, algo que ficou claro pela seleção do Oscar 2001 (totalmente inferior a do ano anterior). De qualquer forma acho que a Academia deixou alguns excelentes filmes de fora e fez escolhas discutíveis em relação ao vencedor (Gladiador) e indicados (Chocolate). Os únicos destaques foram o Steven Soderbergh ganhando o prêmio de direção e a performance de Björk com a canção de Dançando no Escuro - sem falar na vitória da Marcia Gay Harden entre as coadjuvantes, a melhor surpresa da década.

por preferência: 1. [9.0] Traffic; 2. [9.0] Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento; 3. [8.0] O Tigre e o Dragão; 4. [8.0] Gladiador; 5. [7.0] Chocolate (média de 8.2) l minha seleção: 1. Billy Elliot; 2. Quase Famosos; 3. Traffic; 4. Erin Brockovich; 5. Dançando no Escuro.

 

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Não sei se foi por causa da seleção que apagou o vexame da edição anterior, mas de fato o Oscar 2000 teve a melhor cerimônia que já vi no prêmio. Claro que tivemos alguns erros (Regras da Vida), mas até hoje fico esperando uma edição nesse mesmo nível. Talvez o fato de Beleza Americana ser meu vencedor preferido da década contribua para isso, mas é inegável que a Academia fez o seu melhor nesse ano. E as apresentações musicais nunca foram tão boas, inclusive esse ano tem a melhor que já vi em algum Oscar: o Robin Williams interpretando uma canção de South Park (hilário).

por preferência: 1. [10] Beleza Americana; 2. [9.0] O Informante; 3. [9.0] O Sexto Sentido; 4. [7.5] À Espera de um Milagre; 5. [7.5] Regras da Vida (média de 8.6) l minha seleção: 1. Magnólia; 2. Beleza Americana; 3. Clube da Luta; 4. O Informante; 5. O Sexto Sentido.

 

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Geralmente a Academia faz uma escolha equivocada a cada edição, daquelas que provocam surpresa de tão ruins que são. No caso do Oscar 1999, os votantes não só fizeram uma, mas ao menos três escolhas bem discutíveis. Não me incomodou tanto o fato de Shakespeare Apaixonado ser o grande vencedor dessa edição, ainda que seja uma comédia romântica comum e que merecia no máximo um prêmio da MTV (o mesmo comento a respeito de sua protagonista). Falo isso porque nada supera o mico que foram as vitórias de Roberto Benigni, uma vergonha que não será apagada tão facilmente.

por preferência: 1. [9.0] Além da Linha Vermelha; 2. [9.0] O Resgate do Soldado Ryan; 3. [8.0] Shakespeare Apaixonado; 4. [8.0] Elizabeth; 5. [5.5] A Vida é Bela (média de 7.9) l minha seleção: 1. Central do Brasil; 2. Além da Linha Vermelha; 3. O Show de Truman - O Show da Vida; 4. O Resgate do Soldado Ryan; 5. A Outra História Americana.

 

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Quem não lembra do ano do Titanic? Acho que o Oscar 1998 foi marcado justamente pela forma como a Academia recebeu o filme, oferecendo um total de onze estatuetas para a produção. É o mesmo caso de O Retorno do Rei: com tantas vitórias para um mesmo filme, tudo acaba ficando mais chato, ainda que todos sejam merecidos. Entre os destaques, me recordo da belíssima apresentação da categoria de melhor trilha original dramática - com clipes de todos os indicados.

por preferência: 1. [9.5] Titanic; 2. [8.5] Melhor é Impossível; 3. [8.0] Gênio Indomável; 4. [7.5] Los Angeles - Cidade Proibida; 5. [7.5] Ou Tudo Ou Nada (média de 8.2) l minha seleção: 1. Titanic; 2. Boogie Nights - Prazer Sem Limites; 3. Contato; 4. O Doce Amanhã; 5. Melhor é Impossível.

 

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Na última parte da série comemorativa dos 80 anos do Oscar, comento a cerimônia do ano passado, marcada pela primeira estatueta de um mestre do cinema: Martin Scorsese. Recuperando o fôlego da péssima edição anterior, tivemos excelentes filmes disputando o prêmio máximo, tornando essa seleção a melhor de toda a década. Abaixo, comento as principais categorias. Esse é o último post ‘oficial’ dessa série, mas ainda farei uma retrospectiva da última década do Academy Awards, a qual pretendo publicar após conferir Sangue Negro - antes da cerimônia do próximo domingo. [anos anteriores: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006]

Para melhor filme, os indicados foram Babel, Cartas de Iwo Jima, Os Infiltrados, Pequena Miss Sunshine e A Rainha. Como já adiantei, essa foi a melhor seleção da última década. A Academia privilegiou os filmes que realmente mereciam esse reconhecimento em detrimento a produções de qualidade discutível (vide Dreamgirls). Meu preferido é Pequena Miss Sunshine, contudo a vitória de Os Infiltrados foi bastante merecida e provou que os votantes realmente estavam a fim de corrigir a injustiça de nunca terem premiado um filme do Scorsese nessa categoria. Apesar de gostar muito de Cartas de Iwo Jima, acho que Filhos da Esperança é uma obra-prima que não deveria ter ficado de fora. Os outros esquecidos foram Maria Antonieta e O Labirinto do Fauno.

- MELHOR DIREÇÃO -
Alejandro González-Iñárritu, por Babel
Clint Eastwood, por Cartas de Iwo Jima
• Martin Scorsese, por Os Infiltrados
Stephen Frears, por A Rainha
Paul Greengrass, por Vôo United 93

Não há o que discutir aqui. Após 5 indicações na categoria (e 7 ao prêmio), já estava mais do que no momento do Scorsese vencer. O que impressiona foi a forte seleção da categoria, trazendo o Paul Greengrass numa indicação não tanto esperada - mas merecida. É complicado retirar algum nome daqui, mas acredito que o Clint Eastwood já tinha reconhecimento suficiente (por filmes melhores) e deveria ter dado lugar à excelente dupla de diretores estreantes de Pequena Miss Sunshine, Jonathan Dayton e Valerie Faris. Entretanto, como grande esquecido dessa categoria, escolho o Alfonso Cuarón, que realizou a melhor ficção científica da década com Filhos da Esperança. Sofia Coppola (Maria Antonieta) era outra opção.

- MELHOR ATOR -
Leonardo DiCaprio, por Diamante de Sangue
Ryan Gosling, por Half Nelson
Peter O’Toole, por Vênus
Will Smith, por À Procura da Felicidade
• Forest Whitaker, por O Último Rei da Escócia

Posso estar errado, mas comparando a categoria com a de melhor atriz, essa perde feio. Não sei se foi um ano fraco para os atores ou se simplesmente a seleção não fez jus ao que ano apresentou de melhor, mas de qualquer forma o prêmio para o Forest foi merecido. Particularmente preferia o Peter O’Toole, único que tinha chances de tirar sua estatueta, mas seria estranho ver o Whitaker perder depois de tantos prêmios. Contudo, saindo um pouco dessa disputa, meu preferido (de longe) era o Ryan Gosling, excepcional em Half Nelson (vi o filme por meios ‘alternativos’, já que infelizmente não chegou ao Brasil). DiCaprio está bem, mas o prefiro em Os Infiltrados - foi o esquecido aqui, mas como o ator não foi, escolho o Hugh Jackman (Fonte da Vida) para o lugar do Will Smith.

- MELHOR ATRIZ -
Penélope Cruz, por Volver
Judi Dench, por Notas Sobre um Escândalo
• Helen Mirren, por A Rainha
Meryl Streep, por O Diabo Veste Prada
Kate Winslet, por Pecados Íntimos

Talvez a melhor seleção da categoria na década, todas as atrizes estavam no auge de suas carreiras com esses papéis. A vitória da Helen Mirren foi mais do que esperada, visto que foi a atriz mais premiada por uma personagem em todos os tempos. Mais do que merecido, sua composição com Elizabth II talvez seja a melhor atuação que vi nos últimos anos. Minha alternativa era a Judi Dench, em seu melhor desempenho na carreira - deveria vencer se não fosse pela Mirren. A categoria está perfeita, mas como a Cruz (surpreendente em Volver) é a que menos prefiro, acredito que colocaria a Maggie Gyllenhaal em seu lugar (por SherryBaby, outro filme que vi por métodos alternativos). Outra esquecida foi a Kirsten Dunst (Maria Antonieta).

- MELHOR ATOR COADJUVANTE -
• Alan Arkin, por Pequena Miss Sunshine
Jackie Earle Haley, por Pecados Íntimos
Djimon Hounsou, por Diamante de Sangue
Eddie Murphy, por Dreamgirls
Mark Wahlberg, por Os Infiltrados

Não gostei muito dos indicados aqui. Todos eles têm bons trabalhos, mas a categoria poderia ser bem mais interessante se a Academia não fosse tanto de acordo com algumas premiações anteriores. O prêmio para o Arkin foi muito merecido. Ele é o melhor ator de Pequena Miss Sunshine e foi surpreendente a forma como venceu o favorito Eddie Murphy (que mesmo sendo um dos poucos aspectos acima da média em Dreamgirls, não tem um trabalho digno de Oscar). Daquelas indicações com os filmes certos porém os atores errados, podemos citar o Earle Haley (deveria ser substituído pelo Noah Emmerich) e o Wahlberg (tanto o Jack Nicolson como o Matt Damon eram melhores). Contudo, o maior esquecido foi o Paul Dano, excelente em Pequena Miss Sunshine.

- MELHOR ATRIZ COADJUVANTE -
Adriana Barraza, por Babel
Cate Blanchett, por Notas Sobre um Escândalo
Abigail Breslin, por Pequena Miss Sunshine
• Jennifer Hudson, por Dreamgirls
Rinko Kikuchi, por Babel

Apesar da ótima edição do Oscar, essas categorias de coadjuvantes foram um pouco fracas. Essa é mais equivocada que a seleção dos atores. Novamente pegaram as indicadas de todos os outros prêmios (inclusive a vencedora) sem mudar nada. A garota Breslin é minha favorita (de longe) e está bem melhor do que a Jennifer Hudson - ainda que esse prêmio para a cantora tenha sido óbvio. Fora ela, só gostei de ver a Barraza entre as indicadas. Na enorme lista de esquecidas, minha preferida é a Emily Blunt por O Diabo Veste Prada, uma enorme revelação que deveria ser reconhecida. Outras belas performances esquecidas foram a Emma Thompson (Mais Estranho que a Ficção) e Shareeka Epps (Half Nelson).

Para melhor roteiro original, os indicados foram Babel, Cartas de Iwo Jima, O Labirinto do Fauno, Pequena Miss Sunshine (vencedor) e A Rainha. Não sei, mas considero Cartas um filme cujo aspecto mais forte é a direção, com um roteiro apenas ok e que foi teve essa indicação pelo simples fato da fita também estar concorrendo na categoria principal - é bom lembrar que esse foi o único prêmio no qual a Iris Yamashita foi indicada, comprovando minha teoria. Com quatro indicados para melhor filme, a categoria foi excelente, inclusive meu favorito venceu - o trabalho memorável (e um pouco autobiográfico) do Michael Arndt. Engraçado também ver O Labirinto do Fauno aqui, já que não costumam indicar filmes de fantasia (ainda mais em língua estrangeira). Os esquecidos foram Half Nelson (de Ryan Fleck e Anna Boden), além de C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor (Jean-Marc Vallée) e Fonte da Vida (Darren Aronofsky).

Para melhor roteiro adaptado, os indicados foram Borat, Filhos da Esperança, Os Infiltrados (vencedor), Notas Sobre um Escândalo e Pecados Íntimos. Uma bela seleção, apesar de discordar do vencedor. Acredito que seja um pouco menos complicado fazer um roteiro através de um trabalho do mesmo gênero do que por um livro. Portanto o trabalho de William Monahan (baseado no roteiro de Conflitos Internos) não merecia esse reconhecimento. Também não gostei de ver Borat aqui - sei que muita gente ama o filme e o considera super inteligente, mas sou muito careta para ele. Pecados Íntimos seria uma escolha ideal, mas meu voto vai para Filhos da Esperança, uma obra-prima esquecida pelos votantes. Ainda cito O Despertar de uma Paixão (Ron Nyswaner), Obrigado por Fumar (de Jason Reitman) e Evil - Raízes do Mal (Mikael Hafström). Abaixo, o painel do Oscar 2007:

No penúltimo post que comemora os 80 anos do Oscar através de comentários sobre as cerimônias da última década, falo um pouco sobre a edição de 2006. Nesse ano, a Academia teve uma mudança notável em sua postura em indicou quatro filmes independentes na categoria principal (o único nomeado que teve orçamento acima dos 20 milhões foi Munique), criando também uma divisão de prêmios generalizada que iria se repetir no ano seguinte - ao todo quatro longas ganharam três estatuetas, incluindo Crash - No Limite. Mais do que isso, a cerimônia foi marcada por uma vitória surpreendente no seu fim e por prêmios técnicos óbvios. Em conclusão: de longe foi a pior da década. Abaixo, os comentários sobre as principais categorias. [anos anteriores: 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005]

Para melhor filme, os indicados foram Boa Noite e Boa Sorte, Capote, Crash, Munique e O Segredo de Brokeback Mountain. Todos já sabem que não gosto do filme de Paul Haggis, entretanto a questão é que a categoria estava com uma seleção muito comum nesse ano, talvez o mais fraco para o cinema nesses últimos anos. Brokeback Mountain é meu favorito (e um dos melhores de todos os tempos) e claramente merecia a vitória, se não por suas qualidades, mas pela repercussão que causou. Digo isso porque Crash tem muitos fãs, mas dificilmente será lembrado daqui a uns 10 anos - entrando para a histórico de injustiças da Academia. Meus outros favoritos eram Capote e Munique, ficaria bastante satisfeito com a vitória de um deles. O Jardineiro Fiel, Match Point e Harry Potter e o Cálice de Fogo deveriam ser indicados.

- MELHOR DIREÇÃO -
George Clooney, por Boa Noite e Boa Sorte
• Ang Lee, por Brokeback Mountain
Bennett Miller, por Capote
Paul Haggis, por Crash - No Limite
Steven Spielberg, por Munique

Esse ano foi tão fraco que repetiram os cinco indicados da categoria principal (algo que eu considero extremamente coerente, mas que perante a Academia tem outro significado). Com uma carreira de ótimos trabalhos e uma indicação anterior, não há como discordar que o Ang Lee merecia esse prêmio. Contudo, a seleção foi fraca e favoreceu sua vitória, pois dos demais acho que indicaria apenas o Spielberg. George Clooney tem um bom trabalho, mas um pouco superestimado na minha opinião. Existiam várias opções melhores, como o Woody Allen por Match Point, o David Cronenberg por Marcas da Violência e especialmente o Fernando Meirelles por O Jardineiro Fiel (o grande injustiçado dessa edição).

- MELHOR ATOR -
• Philip Seymour Hoffman, por Capote
Terrence Howard, por Ritmo de um Sonho
Heath Ledger, por Brokeback Mountain
Joaquin Phoenix, por Johnny & June
David Strathairn, por Boa Noite e Boa Sorte

Ótima categoria, talvez uma das poucas em que concordo com a maioria dos nomeados. Heath Ledger estava excelente em sua única indicação, mas ainda assim considero o trabalho do Philip Seymour Hoffman brilhante - um ator que já merecia o reconhecimento por fitas como Felicidade e Magnólia. Já confessei aqui que tenho problemas com esses atuações de biografias porque na maior parte não passam de uma imitação, mas o Hoffman trabalhou tão bem o lado psicológico do personagem que me conquistou completamente. Dos demais, destaco a performance do Joaquin Phoenix em Johnny & June, inclusive ele está melhor que a Witherspoon. Acredito que deixaria o Terrence Howard de fora e colocaria no lugar o Joseph Gordon-Levitt, excelente em Mistérios da Carne. Entre as opções, tínhamos o Ralph Fiennes (O Jardineiro Fiel), o Viggo Mortensen (Marcas da Violência) e o Robert Downey Jr. (Beijos e Tiros).

- MELHOR ATRIZ -
Judi Dench, por Sra. Henderson Apresenta
Felicity Huffman, por Transamérica
Keira Knightley, por Orgulho e Preconceito
Charlize Theron, por Terra Fria
• Reese Witherspoon, por Johnny & June

Essa categoria segue a tendência das demais no quesito qualidade - ou seja, muito fraca. Realmente não foi um bom ano para as atrizes, tanto que a vitória foi da Witherspoon. Ela apresenta um ótimo trabalho em Johnny & June, mas nada que supere a atuação soberba da Felicity Huffman. Como nesse ano a Academia foi mais preconceituosa do que nunca (sim, só isso explica algumas vitórias), acho que não quiseram dar a estatueta para ela pela personagem pouco comum - ou talvez por ser uma atriz de TV, o que é ainda mais provável. Das demais, só indicaria a Knightley, já que me apaixonei de imediato por ela após ver Orgulho e Preconceito. E a Judi Dench, hein? Quando a gente menos espera ela está de volta! Mas esse ano foi tão fraco que nem reclamo. Como esquecida, cito a Joan Allen por A Outra Face da Raiva (absurdo ficar de fora), além da Naomi Watts por King Kong e da Q’Orianka Kilcher por O Novo Mundo.

- MELHOR ATOR COADJUVANTE -
• George Clooney, por Syriana
Matt Dillon, por Crash - No Limite
Paul Giamatti, por A Luta pela Esperança
Jake Gyllenhaal, por Brokeback Mountain
William Hurt, por Marcas da Violência

Esse ano estava tão fraco que até fico desanimado em comentar. Que seleção foi essa, hein? Tão ruim quanto as demais categorias de atuação. Clooney venceu um prêmio óbvio uma vez que foi indicado em outras duas categorias e não tinha chances em nenhuma delas. Preferia o Gyllenhaal, que tem uma atuação encantadora em Brokeback Mountain (sim, sou o maior fã do filme!), mas o