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Chegando ao resultado da última lista do American Film Institute, apresento os melhores filmes americanos de Ficção Científica do último século. Após nove listas (foram Fantasia, Comédia Romântica, Gângster, Drama de Tribunal, Animação, Mistério, Esporte, Épico e Faroeste), vinte votantes (o maior número em toda a série) escolheram suas produções de sci-fi favoritas. Apesar do alto número de votantes, apenas 24 dos 50 longas pré-selecionados (veja aqui) receberam ao menos um voto, o que causou um grande concentração nas primeiras posições forçando novamente um desempate. Foi assim que dois clássicos de Stanley Kubrick só não receberam o voto de um participante, sendo que 2001: Uma Odisséia no Espaço ficou com a primeira posição num total de 7 listas, contra 5 de Laranja Mecânica. Completando o pódio, ficou um dos mais prestigiados filmes de Steven Spielberg, E.T. - O Extraterrestre, aliás o diretor aparece com um total de quatro filmes no top 10 (sem contar a menção para o 11º), o que é o recorde de todas as edições. Outro fato curioso foi a ausência de Guerra na Estrelas (teve apenas cinco votos dos vinte possíveis), talvez porque todos preferem O Império Contra-Ataca. Em seguida, farei um post especial sobre essa série do AFI, com números e comparações com as listas oficiais do Instituto. Por enquanto, agradeço a participação de todos: Alexsandro, Anderson, Cristiano, Demas, Felipe, Gustavo, Ibertson, Kamila, Lucas, Luciano, Marcel, Mateus, Pedro, Rafael Moreira, Rafael Oliveira, Sérgio, Victor e Weiner. Em 11º: Minority Report - A Nova Lei.
HAL: “Look Dave, I can see you’re really upset about this. I honestly think you ought to sit down calmly, take a stress pill, and think things over.“

2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick [1968]

Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick [1971]

E.T. - O Extraterrestre, de Steven Spielberg [1982]

Blade Runner, o Caçador de Andróides, de Ridley Scott [1982]

Matrix, de Andy e Larry Wachowski [1999]

A.I. - Inteligência Artificial, de Steven Spielberg [2001]

Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de Steven Spielberg [1977]

Jurassic Park - Parque dos Dinossauros, de Steven Spielberg [1993]

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças, de Michel Gondry [2004]

Filhos da Esperança, de Alfonso Cuarón [2006]
Foram divulgados os trailers de duas produções bastante aguardadas para o próximo ano. O primeiro foi o teaser de Watchmen, adaptação dos quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons com a direção de Zack Snyder (300). A história do longa se dá início quando um super-herói é morto e o vigilante mascarado Rorschach (Jackie Earle Haley) passa a procurar o assassino, o que acaba se conectando à antiga legião da qual fazia parte e ao seu próprio passado, podendo trazer conseqüências catastróficas para o futuro. O trailer mostra que a adaptação parece ser bastante fiel, o que compensa a longa espera pelo longa - que estréia em Março de 2009. O segundo filme que deve estrear apenas no ano que vem a ter seu trailer divulgado foi Terminator Salvation, cuja ação se passa após a Skynet ter destruído boa parte da humanidade num holocausto nuclear, mostrando como um grupo de sobreviventes liderados por John Connor (Christian Bale) luta para impedir as máquinas de atingirem o resultado final. Não sei se um novo projeto era necessário para a série O Exterminador do Futuro, até porque a série The Sarah Connor Chronicles vem fazendo um belo trabalho com a história na televisão, mas certamente fiquei mais ansioso após esse trailer. Dirigido por McG (medo), o filme estréia em Maio de 2009. Lembrando que esses dois trailers (podem ser vistos abaixo) devem ser exibidos hoje antes da sessão de O Cavaleiro das Trevas.

A única coisa que pensei após o fim de A Outra é “O que terá acontecido com os bons filmes de época?”. Conhecido pelas produções grandiosas, o gênero épico sempre trouxe longas relevantes com histórias centradas na Europa dos últimos séculos, mas após Elizabeth: A Era de Ouro, temos outro filme de proporções desastrosas dentro desse contexto. O maior problema de A Outra, entretanto, é que se em A Era de Ouro ao menos a Cate Blanchett aumentava consideravelmente a qualidade da fita como um todo, aqui nem o elenco salva o filme do resultado tremendamente insatisfatório. Mais o que chama mais a atenção em ambas as produções é que, mesmo com histórias que por si só já garantiriam o espetáculo, tendem a distorcer certos fatos para o “bem maior” da narrativa. Geralmente não dou grande importância a isso (até porque sou leigo quanto ao assunto), mas certamente muitas das decisões tomadas em A Outra refletem um trabalho incrivelmente ruim do roteirista Peter Morgan (que já teve dias melhores com A Rainha). Aqui, Eric Bana vive o rei da Inglaterra, que após não conseguir um herdeiro com sua esposa Katherine parte para meios alternativos de ter um filho. Assim, a bela Anne Boleyn (Natalie Portman) é designada para o papel de amante, mas sua irmã Mary (Scarlett Johansson) é que verdadeiramente chama a atenção de Henrique Tudor.
Por melhor que A Outra seja quanto aos aspectos técnicos (destaque para os figurinos de Sandy Powell e a ótima trilha de Paul Cantelon), nada consegue apagar as inúmeras falhas do roteiro que provavelmente é o pior do ano. E ainda que muitos dos diálogos alcancem um nível constrangedor, o elenco não parece muito esforçado para reverter esse aspecto. Natalie Portman prova sua superioridade em todas as cenas que divide com Scarlett Johansson (pior do que nunca), mas sua personagem é tão irritante que é impossível criar alguma simpatia por seu desempenho. Já Eric Bana tem pouco a fazer num papel raso (talvez culpa do script) e que nunca oferece alguma chance do ator brilhar. Salva-se Kristin Scott Thomas com uma personagem secundária - mas que aproveita cada instante do pouco tempo que está em cena. E, voltando às questões históricas, não sei exatamente se essa era a intenção do diretor Justin Chadwick (em sua estréia no cinema), mas fazia tempo que não via um filme tão irritante no cinema. Se não encontraram uma boa tradução para The Other Boleyn Girl, deviam ter arriscado com “A História Mais Machista de Todos os Tempos”, pois assim certamente encontraria seu público.





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[CINEMA] The Other Boleyn Girl, Reino Unido - 2008. De: Justin Chadwick. Com: Natalie Portman, Scarlett Johansson, Eric Bana, Kristin Scott Thomas, David Morrissey, Mark Rylance, Jim Sturgess, Eddie Redmayne. 115 min. drama.

Numa época em que são poucos os astros que levam um grande público ao cinema independentemente da qualidade de seus filmes, Will Smith ocupa uma posição privilegiada em Hollywood. Sua presença em qualquer produção já é garantia de sucesso, ainda mais se tratando de um blockbuster do verão como Hancock. Algo a se lamentar, entretanto, é que por maior que seja o esforço do ator para caracterizar seu personagem, nada consegue salvar esse filme que nunca trabalha sua interessante premissa de forma inteligente. Hancock (Will Smith) é um super-herói desocupado e mulherengo, causando grande destruição quando tenta solucionar algum situação de perigo. Quando salva o relações públicas Ray Embrey (Jason Bateman) se um acidente de trânsito, chama a atenção do agente para as coisas boas que Hancock pode oferecer à população, passando a trabalhar a imagem do herói frente à sociedade. Nesse contexto, ainda temos a esposa de Ray, a bela Mary (Charlize Theron, como sempre muito competente), que por algum motivo não tem uma relação muito amigável com Hancock.
Quem viu o trailer ou mesmo presta atenção nos primeiros minutos do longa sabe exatamente qual será a grande revelação do criticado terceiro ato, a qual é bastante inverossímil e pouco traz de novidade à trama. Para mim não foi nenhuma grande surpresa a comentada reviravolta, mas é incrível como o resultado no geral é insatisfatório. O elenco está muito bem, uma vez que Smith sempre apresenta boas atuações nesse tipo de filme e até o Jason Bateman tem seu melhor desempenho na carreira aqui, mas simplesmente é complicado engolir certas soluções esquemáticas do roteiro - incluindo o final que como não poderia deixar de ser deixa uma desculpa plausível para uma continuação. Num primeiro momento até funciona como comédia sem maiores compromissos, contudo quando passa a ser um longa de ação com uma quantidade de explosões inimagináveis, é possível perceber como a direção de Peter Berg (O Reino) é frágil. Se não soubesse, diria que Hancock é um filme do Michael Bay, mas até mesmo as fitas do diretor de Transformers conseguem ser mais divertidas.





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[CINEMA] Estados Unidos - 2008. Direção: Peter Berg. Com: Will Smith, Jason Bateman, Charlize Theron, Jae Head, Eddie Marsan, Brad Leland. 92 min. ação.

Com um certo desgaste das animações protagonizadas por bichos dos mais diversos tipos, cada vez mais as produtoras do gênero buscam alternativas para fugir do “lugar comum” e atrair o público. Ainda assim, a DreamWorks continua apostando nesse tipo de trama como é possível ver por alguns de seus longas recentes como Madagascar e com esse Kung Fu Panda. Dessa maneira, é possível afirmar que o longa dirigido por Mark Osborne e John Stevenson está longe da genialidade apresentada com Shrek, até agora o melhor filme do estúdio, ainda que seja bom o suficiente a ponto de ser o maior sucesso de bilheteria nesse ano dentro do gênero - mais até do que WALL-E, por incrível que pareça. Com um time de dubladores famosos (Jack Black, Dustin Hoffman e Angelina Jolie), que certamente chama a atenção do público, Kung Fu Panda é centrado na figura carismática do panda Po (Black), que apesar de se dedicar ao negócio do pai em vender macarrão, sempre sonhou muito mais alto. Quando uma ameaça surge no vilarejo em que vive, se faz necessário a escolha de um guerreiro para combatê-la, oferencendo assim a chance que Po aguardava. Com a ajuda do mestre Shifu (Hoffman), ele descobre que ser um guerreiro é mais complicado do que imaginava.
Certamente é um trabalho diferenciado pelas referências que surgem ao longo de sua projeção (vi muito de Herói ali), fazendo com que seja um filme a ser apreciado pelos adultos. Com um ótimo uso de animação tradicional em seu início, Kung Fu Panda só incomoda pelo excesso de cenas de ação, nem sempre importantes para o desenvolvimento da trama. Não há dúvidas que tudo é muito divertido para as crianças (funciona perfeitamente como comédia, com as melhores piadas a cargo do Jack Black, claro), mas é tudo tão movimentado que em certos momentos não dá para entender tudo aquilo. Um detalhe a ser notado é que, mesmo sem grandes avanços tecnológicos, as técnicas de animação das produções da DreamWorks melhora a cada trabalho (o que pode ser observado pela belíssima cena final do personagem Tai Lung), sendo possível atingir um nível semelhante ao da Pixar no futuro. Entretanto, com um déficit de atenção ao roteiro, Kung Fu Panda não passa de mais um filme divertido do verão. É sim altamente recomendado para toda a família, mas que toda a experiência seja esquecida cinco minutos após o fim da sessão.





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[CINEMA] Estados Unidos - 2008. De: Mark Osborne e John Stevenson. Vozes: Jack Black, Dustin Hoffman, Angelina Jolie, Jackie Chan, Lucy Liu, Ian McShane, Dan Fogler, Seth Rogen, Michael Clarke Duncan. 92 min. animação.
Ontem finalmente vi Número 9, um dos filmes mais aguardados por mim no ano passado e que como uma dúzia de outros títulos interessantes foi lançado diretamente em DVD no Brasil. Certamente uma decepção, o longa de estréia do roteirista John August serviu ao menos para a realização desse post, no qual cito filmes que têm um trailer infinitamente melhor do que o resultado apresentado frente às telas - incluindo o próprio The Nines. Não são poucas as produções que contam com ótimos artifícios para vender o filme e no final não correspondem à metade das expectativas, mas nesse caso só considerei produções lançadas por aqui em 2008 - seja no cinema ou mesmo em DVD. Ordem de preferência do trailer:
1. FIM DOS TEMPOS (de M. Night Shyamalan)
Como parecia: dono de alguns dos melhores filmes de suspense dos últimos anos, Shyamalan mudou um pouco de estilo nesse longa após o fracasso de A Dama na Água. Sua trama, que me deixou completamente intrigado, parecia revolucionária até certo ponto, sem falar que seria muito interessante ver o diretor num filme de horror. 10/10
Como foi: certamente uma enorme decepção, o que pode ser comprovado através de meus comentários recentes sobre The Happening. Tudo que ocorre no trailer se restringe aos cinco primeiros minutos do filme, que aos poucos vai substituindo sua mensagem assustadora por cinema sem maiores qualidades e longe do potencial de Shyamalan. 6/10
2. ELIZABETH: A ERA DE OURO (de Shekhar Kapur) aqui
Como parecia: por mais que tivesse alguma desconfiança em relação à obra, imaginava que o diretor Kapur tivesse feito algo com a mesma qualidade do original. Com produção impecável, o trailer não só mostrava mais um filme épico qualquer como um sério candidato ao Oscar nas categorias principais. O que dizer então da Cate Blanchett, incluindo seu grande momento? 9/10
Como foi: para saber mais basta ver meus comentários a respeito de A Era de Ouro, mas de forma resumida, talvez tenha sido a grande decepção da última temporada de prêmios. Funciona perfeitamente em sua embalagem (como já havia demonstrado no trailer), mas essencialmente é uma obra falha e que raramente diz a que veio. 5/10
3. NÚMERO 9 (de John August) aqui
Como parecia: antes de mais nada, para chamar minha atenção bastou o ‘dos produtores vencedores do Oscar por Beleza Americana‘ apresentado no início do trailer, sem falar que achei o John August bastante competente em seus trabalhos como roteirista. Desde Donnie Darko que procuro por uma história semelhante e The Nines tinha esse estilo um tanto misterioso que me agradou de imediato, sem falar no ótimo elenco. 9/10
Como foi: um filme um tanto incompreensível, e mesmo se você tiver alguma teoria para explicar tudo aquilo, nunca terá certeza se foi aquilo mesmo que você estava imaginando. Ryan Reynolds apresenta a grande atuação de sua carreira, porém o longa está longe da premissa do trailer e raramente traz momentos acima da média. 5/10
4. SOUTHLAND TALES (de Richard Kelly) aqui
Como parecia: assim como Número 9, parecia outra oportunidade de ver uma história com a mesma força de Donnie Darko, até porque Richard Kelly guardou o projeto por um bom tempo antes da estréia. O elenco era o mais bizarro possível, mas tudo no trailer levava a crer que seria mais um sucesso do diretor. E só eu adorei de imediato a trilha sonora? 8/10
Como foi: o fracasso em Cannes não disse muita coisa para mim, até porque seu diretor refilmou várias cenas depois e também acrescentou efeitos visuais, mas o resultado foi pior do que muitos esperavam. Certamente é um longa de muitas idéias (poucas delas plausíveis, vale comentar), mas nunca apresenta um objetivo definido e ainda assim não consegue surpreender o espectador. Novamente, destaque para o elenco, única parte do trailer pelo qual não dava nada. 5/10
5. TRAÍDOS PELO DESTINO (de Terry George) aqui
Como parecia: quase todo ano temos alguma história sobre perda que fica entre os melhores longas da temporada. Reservation Road é a adaptação de um best-seller e ainda que o trailer seja um pouco previsível (é possível saber toda a trama sem pensar muito), vende muito bem o filme. Contudo, mais que isso, criou grandes expectativas quanto ao elenco famoso e provavelmente no melhor momento da carreira. 8/10
Como foi: é por isso que nem só de boas intenções é que um filme se realiza. Toda a trama de dor e vingança poderia no mínimo oferecer uma boa história de redenção, porém o resultado pelas mãos do diretor Terry George beira o desastre. Manipulativo como nenhum outro longa desse ano, vale apenas pelo brilhante desempenho do subestimado Mark Ruffalo. 4/10
- E vocês, já viram algum trailer (desse ano ou não) bem melhor que o filme?

Após as listas de Fantasia, Comédia Romântica, Gângster, Drama de Tribunal, Animação, Mistério, Esporte, Épico e Faroeste, chegamos à décima e última votação do American Film Institute. O gênero escolhido não poderia ser outro, ficção científica, um dos meus favoritos e que sem dúvida conta com grandes clássicos do cinema. Dessa forma, é possível encontrar na seleção de 50 pré-finalistas desde obras-primas como 2001: Uma Odisséia no Espaço e E.T. - O Extraterrestre até produções mais recentes como Minority Report e Filhos da Esperança. Como se trata da última votação dessa série do AFI, gostaria de contar com a participação de todos que já votaram em ao menos uma lista até o momento para fechar a série de forma satisfatória. Como sempre, deixo a definição do gênero pelo Instituto:
“Ficção Científica é um gênero que une uma premissa científica ou tecnológica à especulação imaginativa. Independente da situação demonstrada, sci-fi sempre traz consigo a pergunta “E se…?”, apresentando histórias e situações que batem nossas esperanças mais luminosas e medos mais sombrios sobre o que pode, um dia, mostrar-se como verdade..”
As regras das edições anteriores permanecem, ou seja, escolham seus dez filmes preferidos da lista de 50 pré-finalistas encontrada abaixo e envie para o e-mail vinniciusfarias@hotmail.com. Informem seu preferido da seleção para o caso de algum desempate, sendo o prazo máximo de envio até a meia-noite da próxima sexta-feira.
2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)
A.I. - Inteligência Artificial (2001)
Alien - O Oitavo Passageiro (1979)
A Ameaça que Veio do Espaço (1953)
Blade Runner, o Caçador de Andróides (1982)
Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (2004)
Cocoon (1985)
Contato (1997)
Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977)
Corrida Silenciosa (1972)
De Volta Para o Futuro (1985)
Destino à Lua (1950)
O Dia em que a Terra Parou (1951)
O Enigma de Andrômeda (1971)
As Esposas de Stepford (1975)
E.T. - O Extraterrestre (1982)
O Exterminador do Futuro 2 (1991)
Frankenstein (1931)
Fuga de Nova York (1981)
Filhos da Esperança (2006)
Guerra dos Mundos (1953)
O Homem Invisível (1933)
O Incrível Homem que Encolheu (1957)
Independence Day (1996)
Jornada nas Estrelas II - A Ira de Khan (1982)
Jurassic Park - Parque dos Dinossauros (1993)
Laranja Mecânica (1971)
Mad Max: Além da Cúpula do Trovão (1985)
A Máquina do Tempo (1960)
Matrix (1999)
M.I.B. - Homens de Preto (1997)
Minority Report - A Nova Lei (2002)
O Monstro do Ártico (1951)
O Monstro do Mar (1953)
A Mosca (1986)
O Mundo em Perigo (1954)
No Mundo de 2020 (1973)
O Planeta dos Macacos (1968)
Planeta Proibido (1956)
Repo Man: A Onda Punk (1984)
Robocop - O Policial do Futuro (1987)
Rollerball - Os Gladiadores do Futuro (1975)
Star Wars IV - Uma Nova Esperança (1977)
Starman - O Homem das Estrelas (1984)
Tron - Uma Odisséia Eletrônica (1982)
Vampiro de Almas (1956)
Viagem Fantástica (1966)
Viagens Alucinantes (1980)
O Vingador do Futuro (1990)
Westworld - Onde Ninguém Tem Alma (1973)
A uma lista do fim da série do American Film Institute, chegamos ao resultado da votação que escolheu os melhores filmes americanos de Faroeste do último século - as anteriores foram Fantasia, Comédia Romântica, Gângster, Drama de Tribunal, Animação, Mistério, Esporte e Épico. Certamente foi um problema a lista dos pré-selecionados (aqui), uma vez que o número de filmes recentes era mínima e isso causou o menor número de votantes até o momento (seis, no total) e também a menor quantidade de filmes que receberam ao menos um voto (18 de 50). Se O Poderoso Chefão II foi o primeiro filme a aparecer em duas listas na semana passada, Assim Caminha a Humanidade repetiu esse feito e, após o 10º lugar na lista do gênero Épico, conquista a liderança entre os filmes de Faroeste. O longa de George Stevens ficou marcado pela última atuação de James Dean, que lhe rendeu uma segunda indicação póstuma para o Oscar de melhor ator. Em seguida, ficou Meu Ódio Será Sua Herança, clássico de Sam Peckinpah, um dos mestres do gênero. Completando o pódio, está o filme mais recente desse top 10, Os Imperdoáveis, pelo qual Clint Eastwood praticamente ressuscitou o gênero nos anos 90. John Ford, considerado um dos grandes nomes do western, aparece com dois filmes na lista: Rastros de Ódio e O Homem que Matou o Facínora. Como sempre, agradeço àqueles que participaram da votação: Alexsandro, Cristiano, Kamila, Pedro e Weiner. Em 11º: A Conquista do Oeste.
Jordan ‘Bick’ Benedict: “You want to know something, Leslie? If I live to be ninety, I will never figure you out.“

Assim Caminha a Humanidade, de George Stevens [1956]

Meu Ódio Será Sua Herança, de Sam Peckinpah [1969]

Os Imperdoáveis, de Clint Eastwood [1992]

Rastros de Ódio, de John Ford [1956]

O Homem que Matou o Facínora, de John Ford [1962]

Dança com Lobos, de Kevin Costner [1990]

Sete Homens e um Destino, de John Sturges [1960]

A Última Sessão de Cinema, de Peter Bogdanovich [1971]

Da Terra Nascem os Homens, de William Wyler [1958]

Pequeno Grande Homem, de Arthur Penn [1970]
Nessa semana, começamos com o pôster da comédia dramática Henry Poole Is Here. Na trama, Luke Wilson vive um homem que descobre ter pouco tempo de vida e larga sua noiva e um negócio familiar para passar seus últimos dias sozinhos. A descoberta de um “milagre” por uma vizinha curiosa (Adriana Barraza, de Babel) acaba com sua solidão e restabelece sua fé na vida. O filme, que participou do último Festival de Sundance, recebeu elogios por sua bela mensagem. Com Radha Mitchell e Cheryl Hines no elenco, o longa estréia no próximo mês nos Estados Unidos (trailer aqui), sem previsão para o Brasil. Em seguida, está o teaser pôster de Conan, que segundo a produtora será mais fiel aos personagens de Robert E. Howard do que aos filmes protagonizados por Arnold Schwarzenneger, devendo reiniciar a série. Sem nomes confirmados no elenco e direção, o longa tem apenas dois roteiristas até o momento (que antes adaptaram Sahara para o cinema). Conan deve estrear em 2009, mas do jeito que vai, a produção pode ficar no limbo por um bom tempo. Finalmente, temos o pôster oficial de 007 - Quantum of Solace, que deve funcionar como uma continuação para Cassino Royale (ao contrário de outras fitas do agente). Aqui, James Bond (Daniel Craig) busca vingança pela morte de seu amor no longa anterior, tentando impedir que um ambientalista tenha controle sobre o abastecimento de água de um país. Com um trailer já divulgado, Quantum of Solace traz Mathieu Amalric como vilão e a desconhecida Olga Kurylenko como nova Bond girl. A estréia está marcada para 7 de Novembro no Brasil.


Novamente, repito aquilo que fiz no ano passado (veja aqui) e abaixo estão meus favoritos de 2008 divididos por categorias - exceto melhor filme, já anunciado no top 10 parcial de 2008. Por enquanto, também tive que deixar duas categorias de fora, simplesmente pela falta de distribuição desses filmes no Brasil: melhor filme nacional (não vi nenhum nesse ano) e documentário (conferi apenas Sicko, portanto não havia nem escolha para a alternativa da categoria). Restam, assim, 22 categorias do Vini Awards, prêmio simbólico do blog que terá sua terceira edição nesse próximo ano. E já que a distribuição de longas estrangeiros no país é tão escassa, nada melhor do que justificar a presença dessas produções na categoria de melhor filme estrangeiro, na qual podem concorrer aqueles em língua não-inglesa (que não sejam brasileiros, claro). Como já comentado antes, a lista tem a característica de trazer muitos candidatos do último Oscar, porém está mais diversificada graças à presença da animação WALL-E, a qual tem boas chances de se manter como grande vencedora durante o segundo semestre - no ano passado, Ratatouille não tinha estreado até essa época, o que provocou mudanças na grande maioria das categorias. Sem mais, vamos aos melhores do ano até Junho (lembrando que O Escafandro e a Borboleta não conta, uma vez que estreou nesse mês).
Sangue Negro, por PAUL THOMAS ANDERSON
alt: WALL-E, por Andrew Stanton
DANIEL DAY-LEWIS, por Sangue Negro
alt: Philip Seymour Hoffman, por Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto
LAURA LINNEY, por A Família Savage
alt: Anamaria Marinca, por 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias
JAVIER BARDEM, por Onde os Fracos Não Têm Vez
alt: Paul Dano, por Sangue Negro
JENNIFER GARNER, por Juno
alt: Romola Garai, por Desejo e Reparação
WALL-E, por Andrew Stanton e Jim Capobianco
alt: O Sonho de Cassandra, por Woody Allen
SANGUE NEGRO, por Paul Thomas Anderson
alt: Desejo e Reparação, por Christopher Hampton
4 MESES, 3 SEMANAS E 2 DIAS, de Cristian Mungiu [Romênia]
alt: Persépolis, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud [França]
WALL-E, de Andrew Stanton
alt: Persépolis, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud
SANGUE NEGRO, por Robert Elswit
alt: Um Beijo Roubado, por Darius Khondji
DESEJO E REPARAÇÃO, por Paul Tothill
alt: Sangue Negro, por Dylan Tichenor
WALL-E, por Ralph Eggleston
alt: Sangue Negro, por Jack Fisk
DESEJO E REPARAÇÃO, por Jacqueline Durran
alt: Sex and the City - O Filme, por Patricia Field
INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL, por Maggie Fung
alt: Senhores do Crime, por Stephan Dupuis e Mary-Lou Green-Benvenuti
WALL-E, por Thomas Newman
alt: Desejo e Reparação, por Dario Marianelli
“Falling Slowly”, por Glen Hansard e Markéta Irglová [APENAS UMA VEZ]
alt: “Down to Earth”, por Peter Gabriel e Thomas Newman [WALL-E]
HOMEM DE FERRO, por Matthew Gratzner, Jonathan Rothbart e Ben Snow
alt: As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian, por Wendy Rogers, Jon Thum e Dean Wright
WALL-E, por Ben Burtt e Matthew Wood
alt: Speed Racer, por Dane A. Davis e William R. Dean
WALL-E, por Ben Burtt, Tom Myers e Michael Semanick
alt: Sangue Negro, por Tom Johnson, John Pritchett e Michael Semanick
JUNO, de Jason Reitman
alt: Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto, de Sidney Lumet
PERSÉPOLIS, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud
alt: Sex and the City - O Filme, de Michael Patrick King
Como ocorreu no ano passado (veja aqui), faço novamente um top 10 com os melhores filmes que estrearam nos cinemas brasileiros nesse ano. A lista é o que podemos chamar de “restos do Oscar”, apesar de uma produção de 2008 liderar o ranking. Assim como Ratatouille em 2007 (que até essa época ainda não tinha sido lançado), WALL-E tem grandes chances de permanecer na primeira posição até o fim do ano, não só porque é a nova obra-prima da Pixar, mas também pelo fato de ter todo um significado especial para mim. Em seguida, está outro filme que classifiquei como “obra-prima” (o que mostra a superioridade dos longas desse ano), Sangue Negro, do mestre Paul Thomas Anderson. Assim como no ano passado, reclamo mais uma vez da falta de distribuição dos filmes de língua não-inglesa, pois vi apenas cinco destes entre os 57 títulos assistidos (aqui) e pior: nenhum deles é brasileiro! No primeiro semestre, também dispensei uma série de produções de qualidade discutível, fato pelo qual não farei uma lista de piores - mas reconheço que O Olho do Mal é absoluto na primeira posição lá embaixo. Antes do top 10, outros dez filmes que quase chegaram lá (ordem de preferência): Os Indomáveis, Onde os Fracos Não Têm Vez, A Família Savage, Paranoid Park, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, Não Estou Lá, Sex and the City, Na Natureza Selvagem, Sicko - $O$ Saúde, Bella. [menção honrosa para Medo da Verdade e Margot e o Casamento, lançados diretamente em DVD]

WALL-E, de Andrew Stanton

Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson

Desejo e Reparação, de Joe Wright

Juno, de Jason Reitman

Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto, de Sidney Lumet

O Sonho de Cassandra, de Woody Allen

4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, de Cristian Mungiu

Persépolis, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud

Apenas uma Vez, de John Carney

Speed Racer, de Andy e Larry Wachowski

Numa época em que a indústria do cinema nunca se encontrou tão escassa de novas idéias, a Pixar mostra que ainda é possível encontrar originalidade em algum blockbuster. Quem conhece os demais longas da produtora já sabia o que esperar de seu novo projeto, afinal ainda temos Ratatouille e Procurando Nemo figurando entre os melhores filmes da década. Contudo, com WALL-E, ela atingiu um nível que ultrapassa os limites da animação - e, a partir desse momento, acho que já não é mais justo limitar qualquer filme da produtora dentro dessa definição. Pode até parecer ironia um típico filme do verão americano (e que sem dúvida renderá milhões em bilheteria) criticar de forma tão efetiva a sociedade capitalista, mas ao final de WALL-E é praticamente impossível que alguém não tenha entendido que sua mensagem é pura e verdadeira. E ainda que muitos tenham uma certa resistência ao gênero, certamente é uma obra que oferece uma visão maior do que aquela exposta por conceitos pré-definidos.
A trama de WALL-E começa por volta do ano de 2700, quando a Terra já é um lugar inabitável devido a toda poluição gerada apenas em busca do bem-estar humano. É então que conhecemos o pequeno robô que dá nome ao longa (Waste Allocation Load Lifters - Earth), cuja principal função é passar todo o dia recolhendo lixo - ainda que esse trabalho não seja muito necessário. Vivendo com a companhia de apenas uma barata de estimação, é possível observar desde o início um pouco de humanidade em WALL-E, que se encanta com coisas simples incluindo aquilo que os humanos costumavam fazer ainda na Terra - nesse sentido, perceba a beleza do momento em que ele assiste uma cena do clássico Alô Dolly!, com a belíssima canção “It Only Takes a Moment”, na voz de Michael Crawford. Sem esperar, conhece outro robô, Eve, cuja importância será fundamental para uma missão na nave Axiom, na qual os humanos têm uma existência incrivelmente assustadora.
Claramente WALL-E quis passar uma mensagem que superou as maiores expectativas em torno desse belo projeto, o qual pode ser perfeitamente classificado como uma ficção científica. É incrível, então, justamente por esse fato, que a animação seja mais eficiente que uma dezena de outros filmes que se passam no espaço. Mais que isso, talvez seja o melhor panorama do futuro visto num filme em toda a história do cinema. Será mesmo que a Humanidade chegará a tal ponto um dia? WALL-E nos faz perguntar isso o tempo todo, tamanha é sua competência em termos de narrativa. Como já se foi muito comentado, o filme tem várias referências, sendo uma destas ao clássico 2001 - Uma Odisséia no Espaço a mais “pertinente”. Ainda assim, é maravilhoso comprovar como o estilo de Charles Chaplin funciona perfeitamente aqui, uma vez que pelo menos os trinta primeiros minutos não apresentam diálogos.
Tecnicamente impecável (ainda que a mensagem seja mais forte que o visual), apresenta criações bastante impressionantes do futuro, bem como os típicos efeitos sonoros encantadores da Pixar. Certamente é um trabalho genial do Andrew Stanton tanto no roteiro como na direção, sendo possível também reconhecer a magia comparável a grandes clássicos do gênero. Sendo assim, nada é melhor do que a enorme contribuição da música de Thomas Newman (com contribuição de Peter Gabriel, inclusive na ótima “Down to Earth”) para o resultado. Com algumas das melhores composições dos últimos anos, a trilha capta de forma brilhante tudo aquilo que ocorre na tela e traduz da forma mais universal possível. Com um dos finais mais tocantes que já vi, não raramente alguns dos espectadores reconhecerão WALL-E como uma história de amor - e mais que isso: a prova definitiva que nós, seres humanos, somos capazes de produzir obras-primas como essa e por isso mesmo devemos preservar nossa existência na Terra.





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[CINEMA] WALL-E, Estados Unidos - 2008. Direção: Andrew Stanton. Com: Fred Willard. Vozes: Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin, John Ratzenberger, Kathy Najimy, Sigourney Weaver. 103 min. animação.

Até agora já foram publicadas oito das dez listas do American Film Institute, sendo estas Fantasia, Comédia Romântica, Gângster, Drama de Tribunal, Animação, Mistério, Esporte e Épico. Na penúltima votação, chegamos ao gênero de Faroeste, a qual certamente não terá muitos participantes devido a pequena de quantidade de filmes recentes. Ainda assim, ficarei satisfeito se clássicos como Assim Caminha a Humanidade (já presente em outra lista) e O Homem que Matou o Facínora forem lembrados no top 10. Antes de nada, dois esclarecimentos: novamente lembro que apenas fitas americanas estão entre as pré-selecionadas, portanto não perguntem novamente (!) porque um filme italiano foi esquecido (e é justamente por isso que nenhum longa de Sergio Leone está na lista); se julgarem que um filme não pertence ao gênero em questão, simplesmente não votem nele, pois não seria ético mudar a lista do AFI ao meu gosto. Agora sim, a definição do gênero pelo Instituto:
“Western é um gênero que se passa no Oeste americano que encarna o espírito e a luta de uma nova fronteira. Repleto de subtextos e mitologia, faroestes oferecem imagens icônicas de um tempo passado e talvez de um tempo que nunca foi. Um homem com um código de honra desconhecido, as severas forças da natureza, nativos hostis - nada é páreo para a promessa de uma nova vida.”
As regras das edições anteriores permanecem, ou seja, escolham seus dez filmes preferidos da lista (ou menos, especialmente nesse caso) de 50 pré-finalistas abaixo e envie para o e-mail vinniciusfarias@hotmail.com. Informe seu preferido da seleção para o caso de desempates, sendo o prazo máximo de envio até a meia-noite da próxima sexta-feira.
Aliança de Aço (1939)
Assim Caminha a Humanidade (1956)
Atire a Primeira Pedra (1939)
Banzé no Oeste (1974)
Bravura Indômita (1969)
Os Brutos Também Amam (1953)
Butch Cassidy (1969)
O Cavaleiro Solitário (1985)
Cavalo de Ferro (1924)
A Conquista do Oeste (1962)
Consciências Mortas (1943)
Crepúsculo de uma Raça (1964)
Dança com Lobos (1990)
Da Terra Nascem os Homens (1958)
Dívida de Sangue (1965)
Duelo ao Sol (1946)
E o Bravo Ficou Só (1968)
E o Sangue Semeou a Terra (1952)
O Estranho Sem Nome (1973)
Flechas de Fogo (1950)
O Fora da Lei (1976)
O Homem que Matou o Facínora (1962)
Os Imperdoáveis (1992)
Jogos & Trapaças (1971)
Johnny Guitar (1954)
Jornadas Heróicas (1936)
Juramento de Vingança (1965)
Legião Invencível (1948)
Lone Star - A Estrela Solitária (1996)
Mais Forte que a Vingança (1972)
O Matador (1950)
Matar ou Morrer (1952)
Meu Ódio Será Sua Herança (1969)
No Tempo das Diligências (1939)
Onde Começa o Inferno (1959)
A Paixão dos Fortes (1946)
Pequeno Grande Homem (1970)
Pistoleiros do Entardecer (1962)
Rastros de Ódio (1956)
O Rei do Deserto (1925)
O Resgate do Bandoleiro (1957)
Rio Grande (1950)
Rio Vermelho (1948)
Sangue de Herói (1948)
Sete Homens e um Destino (1960)
Silverado (1985)
Sua Última Façanha (1962)
A Última Fronteira (1940)
A Última Sessão de Cinema (1971)
O Último Pistoleiro (1976)
Na oitava lista do American Film Institute (as demais são Fantasia, Comédia Romântica, Gângster, Drama de Tribunal, Animação, Mistério e Esporte), chegamos ao gênero Épico, um dos mais populares até o momento. Ao todo 16 participantes votaram em seus filmes americanos preferidos do último século, criando uma disputa acirrada nas primeiras posições (todas decididas pelo voto de desempate). Das 50 produções pré-selecionadas (aqui), 28 tiveram ao menos um voto, sendo que no mínimo o último colocado da lista teve seis. Ao final, prevaleceu o favoritismo do clássico …E o Vento Levou, um dos primeiros filmes do gênero conhecido por produções grandiosas. Seguindo o top 10, A Lista de Schindler teve apenas um voto a menos, mas ainda assim manteve sua importância com um merecido segundo lugar. Fechando o pódio, ficou Ben-Hur, outro clássico que perdeu apenas no desempate para o filme de Steven Spielberg. Um fato curioso é que O Poderoso Chefão II foi o único filme até o momento que figurou em duas listas, sendo que no top 10 de Gângster, Francis Ford Coppola também conseguiu colocar dois de seus filmes - aqui, o outro foi Apocalypse Now. Spielberg também aparece com duas produções entre os dez. Como não poderia deixar de ser, agradeço a participação de todos os votantes: Alexsandro, Cristiano, Demas, Gustavo, Kamila, Marcel, Marco, Otavio, Pedro, Rafael, Ramon, Rogério, Victor, Wally e Weiner. Em 11º: Gladiador.
Scarlett: “Rhett, Rhett… Rhett, if you go, where shall I go? What shall I do?“
Rhett Butler: “Frankly, my dear, I don’t give a damn.“

…E o Vento Levou, de Victor Fleming [1939]

A Lista de Schindler, de Steven Spielberg [1993]

Ben-Hur, de William Wyler [1959]

O Poderoso Chefão - Parte II, de Francis Ford Coppola [1974]

Forrest Gump, o Contador de Histórias, de Robert Zemeckis [1994]

Lawrence da Arábia, de David Lean [1962]

Titanic, de James Cameron [1997]

O Resgate do Soldado Ryan, de Steven Spielberg [1998]

Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola [1979]

Assim Caminha a Humanidade, de George Stevens [1956]

Jean-Dominique Bauby foi um francês editor da famosa revista Elle que aos 43 anos passou a sofrer de uma doença conhecida como síndrome locked-in (encarceramento), condição que paralisou todo o seu corpo (como exceção do olho esquerdo) mas que não trouxe alterações mentais. Com ajuda de uma terapeuta, Bauby ditou letra por letra através de seu olho todo o livro Le Scaphandre et le Papillon, no qual contou como foi sua vida após o trágico início da síndrome. Cerca de dez anos após a publicação dessa obra, o cineasta americano Julian Schnabel (do ótimo Antes do Anoitecer) lançou sua versão nos cinemas, mantendo a língua francesa original para uma maior identificação com a trama. O Escafandro e a Borboleta pode ser considero como um dos projetos mais ousados que o cinema apresentou nos últimos anos, dadas as condições adversas em fazer a transição de uma trama tão complicada para as telonas. Por esse mesmo motivo, é que os diversos prêmios vencidos por Schnabel (incluindo melhor direção em Cannes e o Globo de Ouro da categoria) foram tão merecidos.
Com praticamente quinze minutos iniciais nos quais podemos enxergar a visão de mundo de Bauby já no hospital, fica claro como um dos maiores méritos do longa é mesmo o trabalho de adaptação de Ronald Harwood (O Pianista). O roteirista leva a crer que isso não foi uma experiência tão complicada, mas a forma como ele consegue transpor a história é excepcional. Ainda assim, a maneira como o espectador foi conquistado aos poucos por esse enredo depende de uma série de aspectos da produção, que contribui de maneira magistral para o resultado. A editora Juliette Welfling entrega um ritmo impressionante à fita, intercalando momentos do passado de Bauby com a situação corrente. A música de Paul Cantelon torna certas seqüências ainda mais belas, dando uma dimensão ainda maior para determinados fatos da vida do jornalista. Entretanto, nada supera em termos técnicos a qualidade da fotografia de Janusz Kaminski, a qual foi fundamental para entender toda a situação pelo qual o protagonista passa.
E se em termos de adaptação O Escafandro e a Borboleta é impecável, o mesmo pode ser comentado quanto ao trabalho de Schnabel na escolha de seu elenco. Mathieu Amalric não poderia ser melhor escalado para o papel principal da fita, compondo uma figura fascinante e ao mesmo tempo desafiadora. Com ajuda de um trabalho de maquiagem acima da média, Amalric atinge o ápice de sua atuação justamente nas cenas em que o personagem já sofre com a síndrome, especialmente quando tem uma “conversa” com seu pai (Max von Sydow, em desempenho memorável) ao telefone. As intérpretes femininas, como Anne Consigny e Marie-Josée Croze, também surpreendem, sendo o grande destaque a bela Emmanuelle Seigner como um dos amores de Bauby. Mais que uma grande lição de vida, O Escafandro e a Borboleta é brilhante por mostrar uma história de superação que vai além de qualquer expectativa.





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[CINEMA] Le Scaphandre et le Papillon, França - 2007. De: Julian Schnabel. Com: Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Anne Consigny, Max von Sydow, Marie-Josée Croze, Jean-Pierre Cassel, Marina Hands, Patrick Chesnais, Françoise Lebrun, Niels Arestrup, Olatz López Garmendia. 112 min. drama.
O tecoapple trouxe novos (e belíssimos) cartazes de Ensaio Sobre a Cegueira, dessa vez mostrando os cinco personagens principais da fita e sentimentos que são cegos para os mesmos. Julianne Moore, a única “imune” à cegueira branca, representa o amor; Mark Ruffalo, esposo de Moore no longa, é a esperança; Gael García Bernal, que vive o personagem mais forte do longa, é a verdade confiança; Alice Braga, definida como a “garota de óculos escuros”, representa a luxúria; e finalmente, Danny Glover (narrador da história) é a fé. Blindness, que terá lançamento em Setembro em todo mundo, também teve um novo trailer divulgado, que inclusive recebeu elogios do site especializado em premiações In Contention. Ainda melhores que os anteriores (aqui e aqui), esses pôsteres só fazem minha expectativa aumentar. E vocês, o que acham da divulgação do novo filme de Fernando Meirelles até o momento?



De diretor comparado a outros mestres do suspense como Alfred Hitchcock a piada em pouco tempo, M. Night Shyamalan viu sua carreira ser praticamente descartada pelos críticos após o resultado fracassado de seu filme anterior, o subestimado A Dama na Água. Não sei exatamente sei toda a reação negativa àquele trabalho foi merecida, afinal trata-se de um dos melhores filmes de 2006. Entretanto, após a sessão de Fim dos Tempos (The Happening é um título mais inteligente), certamente tornou-se óbvio o motivo de tanta reprovação por parte dos críticos. Tomando distância daquilo que fez até hoje, Shyamalan usa um típico filme do verão americano para falar de questões bem mais sérias do que aquelas vistas em produções como Homem de Ferro, porém algo a se lamentar é a forma como sua mensagem é passada. Na trama, Mark Wahlberg vive um professor de ciências que não sabe explicar ao certo porque um estranho fenômeno sem precedentes está ocorrendo na costa leste dos EUA: pessoas começam a se suicidar por aquilo que acredita ser causado por uma neurotoxina adquirida pelo ar.
Se em A Dama na Água entendi como o diretor foi compreendido, justamente o contrário ocorre nesse Fim dos Tempos. Acontece que longa de 2005 tudo parecia ser uma evolução na carreira do diretor, que foi de fitas de suspense consagradas a um típico drama que causou certo espanto à primeira vista. Aqui, Shyamalan continua tratando os fatos de forma mais dramática e talvez por isso mesmo que não tenha feito tanto sucesso - os sustos são tão raros que nem precisava de todo aquele marketing em torno de sua data de estréia, uma sexta-feira 13. Entretanto, dessa vez as críticas foram justas, ainda que Fim dos Tempos esteja longe do desastre que muitos afirmaram. Sofre sim por um roteiro falho (alguns diálogos merecem destaque entre os piores do ano) e performances sem muita inspiração do elenco (com destaque negativo para Zooey Deschanel), mas sem dúvida a idéia central é louvável - o que não salva o filme, vale comentar. Novamente com uma trilha magistral de James Newton Howard, sem dúvida é o trabalho mais fraco do diretor, porém apenas um tropeço numa carreira quase impecável.





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[CINEMA] The Happening, EUA - 2008. Direção: M. Night Shyamalan. Com: Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo, Ashlyn Sanchez, Betty Buckley, Jeremy Strong, Frank Collison, Spencer Breslin, Robert Bailey Jr. 91 min. drama.

Com uma das carreiras mais exemplares frente às câmeras (participando de ótimas fitas alternativas de pouco reconhecimento comercial), Sarah Polley fez sua elogiada estréia como diretora nesse Longe Dela, um drama difícil que necessitava o comando de alguém com mais experiência. Ainda assim fiquei impressionado com o domínio de Polley frente a uma história que não chega a emocionar como deveria, mesmo que seu roteiro (indicado ao Oscar) seja um pouco falho. Julie Christie (grende campeã da temporada de premiações desse ano) vive uma mulher portadora de Alzheimer que se muda par uma instituição especializada na doença e deixa assim o marido Grant (Gordon Pisent) ao passo que procura a aproximação com um dos pacientes do local (Michael Murphy). Dividido por toda essa situação, Grant encontra apoio de uma das assistentes da instituição (Kristen Thomson, excelente) e na esposa do tal paciente (Olympia Dukakis, em performance esquecível). A partir desse ponto, terá que tormar difíceis decisões relacionadas ao seu futuro e de sua esposa Fiona.
Não sei o motivo, mas nunca cheguei a ficar realmente emocionado com essa história. Talvez seja a forma um tanto fria da Sarah Polley em lidar com toda a situação, visto que são raros os diálogos mais elaborados - exceto por alguns momentos, como na memorável cena do jantar. Basicamente é um filme de elenco, que além de um bom time de coadjuvantes (especialmente a Kristen Thomson, como já comentei), tem um ótimo casal de protagonistas no melhor momento de suas carreiras. Christie faz por onde merecer todo o destaque para sua personagem, ainda que a grande performance do filme (como já se vinha comentando na crítica) é mesmo do Gordon Pinsent, ator canadense que nunca ganhou o reconhecimento merecido. E ainda se Polley não alcança o resultado esperado com esse Longe Dela, é incrível a força dramática do desfecho de sua obra, sem dúvida um dos melhores do ano. Assim, a diretora mostra talento para ir muito além, longe de fitas comerciais e fazendo um tipo de cinema mais que competente.





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[CINEMA] Away from Her, Canadá - 2007. Direção: Sarah Polley. Com: Julie Christie, Gordon Pinsent, Kristen Thomson, Olympia Dukakis, Michael Murphy, Clare Coulter, Thomas Hauff, Alberta Watson. 110 min. drama.
Nessa semana começamos com o pôster de Blindness, do diretor Fernando Meirelles. Como já comentado no Museu do Cinema, tem um estilo que lembra bastante a fotografia do filme e é um dos melhores cartazes do ano até o momento, mostrando os personagens que sofrem da cegueira branca sendo “guiados” pela personagem da Julianne Moore. Exibido no último Festival de Cannes, o filme provocou reações divididas na crítica, mas ainda assim é o mais aguardado por mim entre as estréias do segundo semestre. Um pôster japonês (muito bom, por sinal) também foi divulgado - veja aqui. Em seguida, mas uma excelente peça de arte da divulgação de O Cavaleiro das Trevas. O longa (que estréia dia 18) já teve elogiosas críticas e talvez seja considerado o melhor blockbuster do ano (não contando com Wall-E, claro). O trailer final também foi divulgado recentemente e pode ser conferido aqui. Transsiberian (trailer) é um thriller dirigido por Brad Anderson (O Operário) e protagonizado por Woody Harrelson e Emily Mortimer. Eles vivem um casal que decidem viajar pela Ásia com o famoso Expresso que vai de Pequim até Moscou, conhecendo um casal no trem (Eduardo Noriega e Kate Mara) numa jornada inesquecível. Trama clichê e pôster sem grandes atrativos, bem como o de Mirrors, suspense que promete ser outro fracasso na carreira de Kiefer Sutherland no cinema - mesmo com a direção do competente Alexandre Aja. E só pela curiosidade, finalizo com o primeiro pôster americano de Tropa de Elite (ou Elite Squad, na versão estrangeira). O filme, que já passou pelo Festival de Tribeca, estréia nos Estados Unidos em Setembro. Mais pôsteres no IMP Awards.



Um pouco melhor que nos últimos meses, consegui ver um total de vinte filmes durante Junho, especialmente pelo início das férias na última semana. Assim como em Maio, não surgiu nenhum filme 5 estrelas, talvez pelo fato de ainda não ter visto Wall-E. Novamente, também, um longa lançado nos cinemas ficou na primeira posição: Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto marca o grande retorno de Sidney Lumet aos bons filmes, algo que tem em comum com o vencedor do mês passado, O Sonho de Cassandra. Em seguida, ficaram dois clássicos dos anos 80 em DVD: De Volta Para o Futuro e sua continuação, ambos igualmente ótimos (pretendo ver o terceiro agora em Julho). Chegando ao meio do ano, podemos fazer um pequeno balanço. Foram vistos ao todo 128 filmes, sendo 55 desses produções lançadas nos cinemas nacionais em 2008 - farei um top 10 em breve com o melhor do ano até o momento. Das sugestões, vi apenas O Banheiro do Papa (muito bom, por sinal), devido a falta de tempo. Os links abaixo são das minhas críticas.






1. Antes que o Diabo Saiba… [Sidney Lumet, 2008]
2. De Volta Para o Futuro [Robert Zemeckis, 1985]
3. De Volta Para o Futuro II [Robert Zemeckis, 1989]
4. Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos [Pedro Almodóvar, 1988]
5. Speed Racer [Andy e Larry Wachowski, 2008]
6. A Voz do Coração [Christophe Barratier, 2004]
7. Indiana Jones 4 [Steven Spielberg, 2008]
8. Sex and the City [Michael Patrick King, 2008]
9. A Vida e Morte de Peter Sellers [Stephen Hopkins]
10. Nina [Heitor Dhalia, 2004]





11. Carne Trêmula [Pedro Almodóvar, 1997]
12. Plano de Vôo [Robert Schwentke, 2005]
13. O Incrível Hulk [Louis Leterrier, 2008]
14. O Banheiro do Papa [César Charlone, 2007]
15. Ninotchka [Ernst Lubitsch, 1939]
16. Jogo Subterrâneo [Roberto Gervitz, 2005]
17. Sylvia - Paixão Além das Palavras [Christine Jeffs]
18. As Crônicas de Nárnia 2 [Andrew Adamson, 2008]





19. Temos Vagas [Nimród Antal, 2007]





20. Super-Herói - O Filme [Craig Mazin, 2008]
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -estréias do mês que ainda não vi, mas pretendo: Agente 86 (Peter Segal), Cinturão Vermelho (de David Mamet), Fim dos Tempos (de M. Night Shyamalan), A Outra (de Justin Chadwick), Wall-E (de Andrew Stanton). filmes em dvd que pretendo ver em breve: 2:37 (Murali K. Thalluri), Um Jogo de Vida ou Morte (Kenneth Branagh), A Maldição da Flor Dourada (Zhang Yimou), Número 9 (John August), Num Lago Dourado (Mark Rydell), O Pântano (Lucrecia Martel), Rolling Stones - Shine a Light (Martin Scorsese).

Marcas e amor: será que apenas isso importa às mulheres da atualidade? Para algum desavisado ou aqueles que nunca ouviram falar de Sex and the City, certamente essa é a impressão que a versão cinematográfica da famosa série da HBO passa. Contudo, para quem acompanhou a comédia envolvendo quatro mulheres em Nova York desde a década passada, sabe que o filme vai muito além daquilo que deixa transparecer. Após um breve histórico da série dos créditos iniciais, somos “jogados” novamente da vida das quatro amigas após quatro anos do fim de um dos melhores programas da TV americana. Carrie (Sarah Jessica Parker, a melhor do grupo) continua sua trajetória de escritora bem sucedida já com três publicações druante o período, também mantendo o romance com Mr. Big (Chris Noth). Samantha (Kim Cattrall, a mais divertida) mantém o namoro com Smith, se dedicando mais ao relacionamento que a si própria. Miranda (Cynthia Nixon) trabalha mais do que nunca e com isso põe em risco seu casamento, enquanto Charlotte (Kristin Davis) é a única que parece não ter problema alguma com uma vida feliz ao lado do marido e a filha adotiva.
Se há um pecado que fica óbvio desde o início de Sex and the City - O Filme, é que trata-se de uma mera extensão do programa de TV, até por momentos parece um episódio de longa duração. Talvez seja culpa de Michael Patrick King, que repete seu cargo na série e aqui é responsável pelo roteiro e a direção. Ainda assim, isso é um pequeno detalhe em meio a grande diversão proporcionada por essa versão. Qualquer revelação a mais acabaria com as surpresas desse filme, se bem que é o típico estilo de produção na qual o espectador já sabe o que esperar ao fim da sessão - ou seja, é cheio de reviravoltas, mas o desfecho não foge do óbvio. Em meio a um desnecessário elenco secundário (incluindo a participação de Jennifer Hudson, aqui no seu trabalho pós-Oscar por Dreamgirls), destacam-se as quatro atrizes principais, especialmente Sarah Jessica Parker, a qual era muitas vezes ofuscada na série, mas aqui tem o total destaque. E para os amantes da moda, o desfile de figurinos comandado por Patrica Field é um dos melhores do ano. É assim que Sex and the City certamente não é um filme para todos, mas os fãs da série não poderiam ter presente melhor.





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[CINEMA] Sex and the City, Estados Unidos - 2008. De: Michael Patrick King. Com: Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall, Kristin Davis, Cynthia Nixon, Chris Noth, Jennifer Hudson, David Eigenberg, Jason Lewis, Evan Handler, Candice Bergen. 148 min. comédia romântica.

Já na oitava lista da série do American Film Institute (só para relembrar, as anteriores foram Fantasia, Comédia Romântica, Gângster, Drama de Tribunal, Animação, Mistério e Esporte), chegamos agora ao gênero Épico, um dos mais populares entre todos até o momento. A lista de 50 pré-selecionados do AFI tem muitas opções (algumas até inesperadas) e traz desde clássicos como Ben-Hur até filmes mais recentes – vide Titanic e A Paixão de Cristo. Dessa vez, acredito que os votantes não terão grandes dificuldades de escolher seus favoritos, ao menos não por falta de opção. Chegou a vez de escolher mais dez dos melhores filmes americanos de todos os tempos, faltando apenas duas listas para o encerramento dessa série do AFI. Abaixo, a definição do gênero pelo Instituto:
“Épico é um gênero de proporções grandiosas cujos filmes mostram uma interpretação cinematográfica do passado. Uma luta de espadas num antigo Coliseu; carnificina no campo de batalha; um país em vésperas de revolução. Interpretando tempos turbulentos, épicos retratam personagens que, se nobremente heróico ou vergonhosamente corrompido, vivem de maneira grandiosa.”
As regras das edições anteriores permanecem, ou seja, escolham seus dez filmes preferidos da lista (ou menos, se for o caso) de 50 pré-finalistas abaixo e envie para o e-mail vinniciusfarias@hotmail.com. Se possível, informem seu preferido da seleção para o caso de desempates, sendo o prazo máximo de envio até a meia-noite da próxima sexta-feira.
Apocalypse Now (1979)
Assim Caminha a Humanidade (1956)
Ben-Hur (1926)
Ben-Hur (1959)
Cartas de Iwo Jima (2006)
El Cid (1961)
Cleópatra (1963)
A Conquista do Oeste (1962)
Coração Valente (1995)
Dança com Lobos (1990)
Os Dez Mandamentos (1923)
Os Dez Mandamentos (1956)
Doutor Jivago (1965)
…E o Vento Levou (1939)
Era uma Vez na América (1984)
Forrest Gump, o Contador de Histórias (1994)
Gandhi (1982)
Gladiador (2000)
O Grande Desfile (1925)
Guerra e Paz (1956)
O Homem que Queria Ser Rei (1975)
Intolerância (1916)
Júlio César (1953)
Lawrence da Arábia (1962)
A Lista de Schindler (1993)
A Maior História de Todos os Tempos (1965)
O Mais Longo dos Dias (1962)
Malcolm X (1992)
O Manto Sagrado (1953)
Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo (2003)
O Nascimento de uma Nação (1915)
A Paixão de Cristo (2004)
Patton - Rebelde ou Herói? (1970)
O Poderoso Chefão: Parte II (1974)
A Ponte do Rio Kwai (1957)
Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse (1921)
Quo Vadis? (1951)
Rainha Christina (1933)
Reds (1981)
O Rei dos Reis (1927)
O Resgate do Soldado Ryan (1998)
Sansão e Dalila (1949)
Sem Novidade no Front (1930)
O Sinal da Cruz (1932)
Spartacus (1960)
Tempo de Glória (1989)
Titanic (1997)
A Última Tentação de Cristo (1988)
O Último dos Moicanos (1992)
O Último Imperador (1987)
Depois dos gêneros de Fantasia, Comédia Romântica, Gângster, Drama de Tribunal, Animação e Mistério, chegamos agora à sétima lista baseada na seleção do American Film Institute. Como já comentado anteriormente, Esporte não é um gênero tão apreciado pelo público nacional visto que a maioria desses filmes retratam apenas os ideais americanos. Sendo assim, essa foi a lista com menos participantes até agora, com dez votantes no total. Algo incrível foi a predileção por filmes centrados no boxe, o qual parece ser o melhor esporte do gênero para o cinema - nesse top 10, cinco produções correspondem a esse aspecto, incluindo as três primeiras. Por unanimidade, Touro Indomável ficou com a primeira posição, o que não foi uma grande surpresa na medida que é um dos melhores filmes do Martin Scorsese (que também tem outro longa no top 10, A Cor do Dinheiro). O clássico foi seguido de perto por Menina de Ouro, sem dúvida o longa da lista que agrada mais à atual geração. Fechando o pódio, ficou Rocky - Um Lutador, outro vencedor do Oscar principal a aparecer na lista. Das 50 produções pré-selecionadas (aqui), 22 tiveram ao menos um voto, o que causou uma concentração na escolha dos primeiros colocados. N
