
Após o término de Batman – O Cavaleiro das Trevas, fica clara a necessidade de ao menos uma revisão do longa o mais rápido possível. Nesse caso, a “culpa” é de Christopher Nolan, diretor diferenciado que deu um novo fôlego à série e que aqui oferece uma quantidade impressionante de interpretações sobre a trama aos espectadores. Dessa maneira, fica até complicado imaginar The Dark Knight como um típico blockbuster de férias, uma vez que vai muito além do que qualquer outro filme do gênero já tenha ousado. Aliás, a carga emocional da produção chega a impressionar até mesmo se comparada ao longa anterior O tema central (como foi adiantado em Batman Begins) é a chegada de um vilão que trará conseqüências irreparáveis a Gotham City, ameaçando a hegemonia de Batman no combate ao crime. Para tanto, o herói conta com a ajuda do Tenente Gordon (Gary Oldman) e de Rachel Dawes (Maggie Gyllenhaal), que agora vive um romance como o promotor Harvey Dent (Aaron Eckhart). Após o surgimento do Coringa (Heath Ledger, em seu derradeiro papel no cinema), a parceria do herói com Gordon e Dent se mostra seriamente arriscada, levando a um quadro de terror que terá uma solução inesperada para todos.
Ainda que The Dark Knight guarde muitas semelhanças com Batman Begins, em especial no que diz respeito ao tom realista da trama (que constitui um dos principais méritos das obras de Nolan em relação às adaptações alegóricas de Tim Burton e principalmente Joel Schumacher), o filme apresenta notáveis diferenças quanto ao ritmo urgente da narrativa, o qual fica visível através do vilão potencialmente mais interessante do que aquele do longa anterior. O trabalho minucioso de Heath Ledger como Coringa não só merece a atenção dada pela crítica ao personagem (e conseqüentemente pela mídia no geral devido à recente morte do ator), como deveria ter um reconhecimento maior na próxima temporada de premiações. É injusto comparar seu desempenho com aquele oferecido por Jack Nicholson no primeiro longa com esse vilão, especialmente pela natureza distinta das duas produções, mas a atuação de Ledger cria um novo parâmetro para os chamados longas de “super-herói” em relação à constução do antagonista. Totalmente imerso na figura enigmática (ainda mais agora) desse que é considerado como o maior inimigo do Batman, o trabalho de Ledger será tão lembrado como o de James Dean em Juventude Transviada ou nos outros filmes que precederam sua perda precoce.
Entretanto, restringir as qualidades do trabalho de Nolan ao desempenho memorável de Ledger não é nem de longe suficiente para descrevê-lo como obra revolucionária do gênero como foi apontada. Revertendo muitas regras desse tipo de longa, às vezes se torna difícil enxergar uma produção típica de super-herói em O Cavaleiro das Trevas. Nolan busca a experiência alcançada em longas como Amnésia e faz dessa continuação um filme policial de qualidade inesperada, distante da idéia que funcionaria apenas como um blockbuster de méritos inquestionáveis (numa visão mais próxima daquela observada com Batman Begins e não nessa seqüência). Além disso, não é todo longa de ação que conta com um elenco à altura da excelência em roteiro e direção. Como de costume, Christian Bale está muito competente (apesar daquela voz terrível do herói), mas o destaque pertence ao time de coadjuvantes. Voltando aos seus papéis, Michael Caine, Morgan Freeman e Gary Oldman aproveitaram cada momento em cena (os quais não são muitos), ao passo que Maggie Gyllenhaal oferece um desempenho ao nível de sua personagem – algo não alcançado por Katie Holmes anteriormente.
Contudo, não há dúvidas que, obstante a atuação marcante de Ledger, quem chama a atenção a cada nova aparição na tela é o Harvey Dent de Aaron Eckhart. Não sei se foi pela atuação reveladora dele (melhor do que nunca esteve em sua carreira), porém fica a impressão que seu personagem é o verdadeiro protagonista do filme. Por fim, não seria tão válido comentar as qualidades técnicas da produção, uma vez que isso já era aguardado devido ao alto orçamento, mas novamente Nolan se mostra muito eficaz ao comandar uma equipe com alguns dos melhores profissionais em suas áreas, alcançando um resultado excepcional em termos de fotografia, montagem e especialmente trilha sonora (James Newton Howard, em trabalho conjunto com Hans Zimmer, é mesmo um mestre em suas composições). Por esse e outros motivos é que as comparações iniciais com clássicos como O Poderoso Chefão não parecem tão absurdas após conferir o resultado final. Não, os filmes não se parecem e não sei exatamente de onde surgiram tais constatações, mas assim como no policial de Francis Ford Coppola, O Cavaleiro das Trevas dá aquela impressão pura e simples de cinema em sua melhor forma.





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[CINEMA] The Dark Knight, Estados Unidos – 2008. De: Christopher Nolan. Com: Christian Bale, Aaron Eckhart, Heath Ledger, Gary Oldman, Maggie Gyllenhaal, Michael Caine, Morgan Freeman, Cillian Murphy, Eric Roberts. 152 min. ação.


29 comments
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Julho 24, 2008 às 8:51 pm
Kamila
Vinícius, eu, por exemplo, acho um exagero comparar “Batman – O Cavaleiro das Trevas” com um grande clássico como “O Poderoso Chefão”, mas entendo o entusiasmo de muita gente ao fazer isso devido à qualidade inquestionável da obra de Christopher Nolan,.
Você foi certeiro ao dizer que é injusto chamar “O Cavaleiro das Trevas” de um mero e simples blockbuster de verão. O filme tem profundidade e toca em um tema muito difícil. Faz isso de forma urgente e agora eu compreendo que o ritmo frenético é uma consequência do próprio caráter que o roteiro dá ao Coringa, um personagem que age tentando fazer com que as pessoas ultrapassem seus limites normais.
O Heath Ledger, com certeza, merecerá uma atenção especial na próxima temporada de premiações. Só não acho que o Harvey Dent do Aaron Eckhart seja a melhor atuação de sua carreira. Ele está bem, sim, mas foi melhor, por exemplo, em “Obrigado por Fumar”.
Julho 24, 2008 às 9:58 pm
Lucas
Nem precisa falar muito sobre o filme, que é fantástico, assim como sua resenha, apesar de que eu ainda implico com o roteiro do filme, não por ter erros, mas por ser muito didático.
Mas, esquecendo o filme, queria falar sobre suas séries vistas. Não sabia que assistia Saving Grace, também assisto. Acho o texto da série bem ruinzinho, até brega algumas vezes, mas Holly Hunter está espetacular.
Vou fazer uma indicação: Burn Notice, primeira temporada só com 12 episódios, e a segunda tem 2 por enquanto, lembra um pouco In Plain Sight, só que é muito melhor, e tem uma narração extremamente irônica e com o timmin’ certo.
Julho 24, 2008 às 10:31 pm
Matheus
Gostei bastante desse filme, mas não me empolguei tanto quanto a maioria. Sem dúvida o destaque é o Ledger, mas o longa tem muitas coisas que também merecem mênção, como a maravilhosa trilha de James Newton Howard e Hans Zimmer. E eu também acho injusto comparar Ledger e Nicholson!
Julho 24, 2008 às 11:00 pm
Vinícius P.
Kamila. Não sei de onde surgiu essa comparação entre “The Dark Knight” e “O Poderoso Chefão” e também não a considero muito válida, até porque o segundo é um clássico indiscutível do cinema e está entre os dez melhores filmes de todos os tempos, mas acredito que não há um abismo entre os longas quando o assunto é qualidade. Sei que “O Cavaleiro das Trevas” não chega nem perto dos melhores filmes da história, mas é excepcional para aquilo que o cinema apresenta ultimamente. E não sei se fiquei especialmente fascinado pelo personagem do Eckhart, mas se não fosse o Coringa, acho que seria meu preferido do filme – e até considero sua performance melhor do que aquela observada em “Obrigado por Fumar”.
Lucas. Eu não achei o roteiro muito didático, até preciso rever o filme para ter uma melhor interpretação sobre alguns aspectos. Quanto às séries, comecei a ver “Saving Grace” agora, não tinha conferido a primeira temporada. Gostei do primeiro episódio – realmente tem suas falhas, mas a Holly Hunter está ótima mesmo. Já “Burn Notice” pretendo ver em breve, não sabia desses detalhes e agora fiquei mais interessado.
Matheus. Eu fiquei mais do que satisfeito com o resultado, apesar de não considerá-lo como um filme perfeito – como foram “Sangue Negro” e “WALL-E” nesse ano. E a trilha é espetacular mesmo, sem falar no Ledger e no Eckhart. Abraço!
Julho 24, 2008 às 11:40 pm
Eric Fernandes
Texto sensacional. Nada a acrescentar.
Minto.
O filme é ducaralho.
Julho 25, 2008 às 1:27 am
Wally
Que ótimo que gostou. Eu achei sensacional, de início ao fim um filme fascinante e impressionante. Até agora me pertubo pensando nele e na personificação macabra de Heath Ledger. Pretendo rever este fim de semana. Eu não acho que o filme tenha nada a ver com “O Poderoso Chefão”, mas sim, com “Fogo Contra Fogo”, visto seu núcleo de épico criminal. Mas é um filme cuja qualidade chega aos pés do longa de Michael Mann, ficando aquém apenas, claro, da obra-prima eterna de Coppola. E que bom que você também percebeu o quanto Eckhart está bem. Eu estava achando que era o único que havia admirado seu talento. Enfim, concordamos demais!
5 estrelas.
Ciao!
Julho 25, 2008 às 2:26 am
Rodrigo Fernandes
Viny, foi mal, mas passei batido na sua critica sobre o batman.. ainda não o vi, mas não irei deixar escapar nessa sexta ou no sabado antes da minha viagem… aí volto e comento os seus comentários, hehehe
abraços!!!
Julho 25, 2008 às 8:00 am
Vinícius P.
Eric. Valeu aí! ;-) E realmente o filme é tudo isso mesmo…
Wally. Eu pensei que acharia cansativo devido à longa duração, mas em momento algum o ritmo desse “The Dark Knight” cai. E também não vejo semelhanças com “O Poderoso Chefão”, mas em relação à qualidade dos filmes, as comparações não são tão absurdas – apesar do policial de Coppola estar num nível praticamente insuperável dentro do gênero. E o Eckhart realmente me impressionou aqui.
Rodrigo. Nem se preocupe, sei como sua semana está agitada no momento.
Julho 25, 2008 às 8:06 am
Rafael Carvalho
De fato, o filme é um colosso. E não gosto de fazer muitas comparações, só sei que eleva e muito a experiência cinematográfica de quem está a fim de assistir a algo mais do que um filme de super-herói. E a necessidade de revê-lo bateu forte assim que o filme acabou, mas consegui fazer isso há tempo de escrever sobre ele.
A estória guarda uma complexidade incrível para todos os personagens, e mesmo com mais de duas horas de duração o roteiro nunca cansa pois é tão coeso e bem amarrado que a vontade é que o filme se estenda ainda mais. Ledger, sem dúvidas, chama muita atanção para a figura bizzaramente perigosa do Coringa, mas todo o elenco merece destaque. Enfim, trabalho monumental.
Julho 25, 2008 às 8:49 am
Cristiano
Acho que usaram tantas comparações nesse filme, devido mais à qualidade do mesmo do que suas referências cinematográficas. Para fugir do “filme de super herói”, é visível a busca por realismo poilicial, existentes nas obras comparadas, em especial o uso da trilha, da fotografia e das edições nas cenas de diálogo. Apesar de achar o PODEROSO CHEFÃO, um dos ápices que a obra cinematográfica pode chegar, ainda prefiro CAVALEIRO DAS TREVAS. Seja pelo ritmo eletrizante, pelos diálogos inteligentes ou ainda as atuações inspiradíssimas do elenco, o principal fator que eleva esse filme a qualquer outro de ação realizado nessa década, é o embate do bem contra o mal e a discussão do homem corrompido pelo ambiente externo que o rodeia. É o caso do Coringa, corrompido um dia por algum motivo não esclarecido, é o caso de Harvey Dent corrompido pela destruição do amor, ou pelo caso do próprio Batman corrompido pelo mal dos outros. É tanto uma obra prima que ás vezes soa cafona o uniforme do Batman, come se tivesse algum policial ali usando alguma fantasia ridícula de morcego para pegar os bandidos. CAVALEIRO NEGRO, de longe, supera qualquer obra policial lançada até o momento.
Abraço!
Julho 25, 2008 às 10:55 am
Tommy Beresford
Ótimo texto, Vinicius. E bem lembrado: “Amnésia”, um de meus filmes favoritos, também é de Nolan.
Um abraço e ótimo fim de semana,
Tommy
http://cinemagia.wordpress.com
Julho 25, 2008 às 11:30 am
Vinícius P.
Rafael. Eu também não quero fazer muitas comparações, tentei evitar ao máximo isso no texto, mas certamente é uma experiência cinematográfica diferente nessa temporada de férias – algo iniciado no também excelente “Batman Begins”. A forma como Nolan conduziu a trama não poderia ser melhor, difere de qualquer filme de ’super-herói’ já produzido.
Cristiano. Entendo perfeitamente seu comentário, mas como comentei com o Wally, acho que “O Poderoso Chefão” ocupa uma posição quase que insuperável dentro do gênero policial, mas não achei nenhum absurdo as comparações justamente pela qualidade semelhante dos dois filmes. Espero que “The Dark Knight” tenha o mesmo reconhecimento das premiações que o longa do Coppola.
Tommy. A carreira do Nolan é impecável, seu único filme que recebeu menos de 4 estrelas na minha cotação foi “Insônia” (que ainda assim é muito bom).
Julho 25, 2008 às 11:41 am
Marcel Gois
Realmente, esse filme vai muito além de um simples blockbuster de verão. Eu saí do cinema mais do que satisfeito com o que eu vi, o Nolan fez mais um trabalho excelente. E como você mesmo disse, não é todo longa de ação que conta com um elenco à altura da excelência em roteiro e direção. O elenco desse filme é um show a parte. o Ledger dispensa qualquer elogio, o cara deixou provado que vai fazer muita falta sim, e o Eckhart melhor do que nunca, eu cheguei a pensar enquanto assistia, que não fosse a tragédia com o Ledger, o Duas-Caras podia ter equilibrado melhor a disputa pelo spotlight com o Coringa. Mas enfim, excelente filme.
Julho 25, 2008 às 1:50 pm
Hudson
Que bom que vc gostou, pq eu adorei esse filme. Realmente não é um simples blockbuster. Sim, ele diverte. Tem diálogo afiados, humor negro e brilhantes cenas de ação, mas também traz inúmeras camadas de reflexão, sobre temas interessantes e onstantes na sociedade atual. Política, corrupção, violência. Está tudo no filme. Mas é claro que o grande tema da obra é o dueto bem e mal. O bem eo mal que existe dentro de cada pessoa e como a mente humana pode ser corruptível. è um estudo psicológico de tirar o fôlego. Ainda trata de egoísmo, sacrifício, verdade e mentira, eroísmo etc. Eu sai da sala de cinema sem folego, totalmente asfixiado. O elenco é brilhante e de fato o Heath Ledger merece ao menos uma indicação ao Oscar de ator coadjuvante. Outro personagem interessante , que de fato como voce mesmo disse e o grande protagonista da trama e o Harvey Dent e o AAron Eckart tem a melhor atuação de sua carreira ai. Todo o elenco está brilhante. Maggie Gyllenhaal é uma atriz muito melhor que Katie Holmes e fiquei feliz por Gary Oldman ganhar mais destque nessa continuação. Os aspectos técnicos são ecxelentes. A fotografia é ótima, o uso adequado de efeotos especiais me deixou extremamente satisfeito e a montagem e a trilha sono ra sem dúvidas merecem uma indicação ao Oscar além do ecxelente som. Sem dúvidas uma obra-prima das adaptações em quadrinhos e um dos melhores dramas policiais da hostória do cinema. Não é tão bom quanto O Poderoso Chefão, mas na comparação não e absurda…..
Brilhante!!!!!!!!!!
*****
9,5
Julho 25, 2008 às 2:21 pm
Alex Sandro Alves
Tão brilhante quanto Heath Ledger é Gary Oldman. O que um tem de insano, de visceral, o outro tem de serenidade, de contenção! Sensacionais os dois!
Gostei da voz! Ameaçadora! O problema é quando a câmera mostra sua boca! Ele meio que faz biquinho para falar daquele jeito!
Julho 25, 2008 às 3:15 pm
Vinícius P.
Marcel. Incrível como eu já estava com a expectativa lá no alto antes de ver o filme e o diretor Nolan correspondeu qualquer pensamento que tive a respeito de “The Dark Knight” antes mesmo de vê-lo. E concordo plenamente quanto ao Eckhart, mas ao menos na minha lista de melhores ele estará.
Hudson. Eu também fiquei sem palavras após o término desse filme, o resultado é devastador e o desfecho está entre os melhores que já vi. Sua análise é ótima, acho que “O Cavaleiro das Trevas” é quase um filme perfeito. Só fico me perguntando como tudo se dará na continuação, já que muitas soluções foram definitivas aqui.
Alex. Também gostei muito do Gary Oldman, apesar de preferir o Aaron Eckhart depois do Ledger. E o Batman é um pouco cafona, mas tá valendo…
Julho 25, 2008 às 4:55 pm
Otavio Almeida
Ótimo texto! Eu acho que o final de THE DARK KNIGHT, principalmente, lembra de alguma forma o que Michael Corleone sente na cena final de O PODEROSO CHEFÃO – PARTE II. Não sei, mas eu vi isso.
Mas alguém pode me dizer se aquilo no rosto do Harvey Dent é maquiagem ou é CGI? Porque realmente estou em dúvida.
Abs!
Julho 25, 2008 às 6:11 pm
Pedro Henrique
O filme é bom, tudo muito bem feito, ação na medida certa e atuações excelentes. Mas, pelo menos para mim, é até difícil comparar, mas não chega nem aos pés de “O Poderoso Chefão”. Se é assim, então Homem de Ferro é comparável a Cidadão Kane. Bem absurda essa idéia.
Abraço!!!
Julho 25, 2008 às 8:29 pm
Weiner
Bom, eu achei o filme muito bom mesmo. Não tenho muitas coisas a reclamar – senão o roteiro um pouco confuso – que por fim acabou recebendo alguma ordem pelas mãos do competente Christopher Nolan. O Ledger, poxa! Sem palavras. Adoraria que ele estivesse aqui para sentir um pouco do alvoroço que sua interpretação vem causando. Ele realmente se transformará num mito daqui a algum tempo, tanto quanto James Dean, magnífico em seus míseros três filmes…
E o Eckhart está mesmo cheio das atenções também, depois do Ledger foi o que provocou mais olhares do público.
Nota: 9,0 (*****)
Um abração, Vinícius!
Julho 25, 2008 às 10:00 pm
Vinícius P.
Otavio. Obrigado! Confesso que nunca vi “O Poderoso Chefão Parte II” (um pecado cinematográfico que tentarei corrigir em breve), mas a comparação entre os dois filmes tem maior validade no que diz respeito às qualidades de ambos do que propriamente às suas semelhanças. E também fiquei com essa dúvida, mas acredito que seja um trabalho conjunto das duas áreas – e por isso mesmo será indicado aos Oscars de maquiagen e efeitos visuais.
Pedro. Como já comentei, “O Poderoso Chefão” ocupa uma posição quase que insuperável dentro do gênero policial, mas “The Dark Knight” não fica tão distante assim – acho difícil comparar clássicos com filmes como “Homem de Ferro”, aí sim.
Weiner. Achei o roteiro até muito explicado, mas são tantas as informações jogadas na tela pelo Nolan que tive a sensação que precisava de uma revião imediata após o término de “The Dark Knight”. Ledger e Eckhart estão memoráveis…
Julho 25, 2008 às 11:16 pm
Gustavo H.R.
Vinícius, senti a mesma coisa, uma revisão cairia bem pois a quantidade de coisas acontecendo na tela, e que Nolan coordena com propriedade, é espantosa. Esse é um filme importante, que não apela para criancices e ainda assim agradou a público e crítica de uma forma como há muito não víamos.
Excelente análise para um filme muito bom.
Julho 26, 2008 às 10:15 pm
Marco
Também adorei o filme! Melhor que Begins, que já era ótimo!
Mas tem algo que me atormenta… Será que vão substituir o Heath? Ou será que vão esquecer do Coringa no próximo filme?
Julho 27, 2008 às 4:46 pm
Luciano Lima
É o melhor filme sobre quadrinhos extamente pela característica que você ressaltou no seu texto (maravilha de texto, diga-se de passagem). Nolan aproxima Batman do nosso mundo de uma forma bastante original e competente.
Julho 27, 2008 às 8:02 pm
Vinícius P.
Gustavo. Essa sensação da necessidade de uma revisão permaneceu comigo até agora, tanto que devo conferir “The Dark Knight” pela segunda vez amanhã e tirar algumas dúvidas. Obrigado! ;-)
Marco. Não sei exatamente como farão em relação ao Coringa, mas eu acredito que ele não volta – o que não seria tão drástico, uma vez que temos outros ótimos vilões do universo do Batman, como a própria Mulher-Gato (já tem até uma torcida por sua volta).
Luciano. Obrigado! ;-) Também considero esse o melhor filme desse subgênero que nem sempre é valorizado pela crítica. E o sucesso do filme é impressionante, já passou dos 300 milhões nos Estados Unidos somente em 10 dias de exibição.
Julho 27, 2008 às 10:41 pm
Alexsandro Vasconcelos
Pra variar, concordo com quase tudo que você disse. Ainda que seja um pouco absurdo comparar The Dark Knight com O Poderoso Chefão, no quesito qualidade é indiscutível essa proximidade. O Aaron Eckhart superou todas as minhas expectativas, mesmo ele já mostrando ser um ator de qualidade em Obrigado por Fumar. A única coisa que discordo é sobre a Maggie Gylenhaal. Achei que se fosse para acabar com a personagem daquele jeito, continuasse com a péssima Katie Holmes, já que a Gylenhaal não fez um trabalho muito diferente em termos de qualidade do que a primeira fez.
No mais, você fala tudo quando diz “(…) fica até complicado imaginar The Dark Knight como um típico blockbuster de férias, uma vez que vai muito além do que qualquer outro filme do gênero já tenha ousado.”
Sinceramente, não espero que Blindness, meu filme mais aguardado do ano, o supere, muito menos qualquer outro ainda a ser lançado, blockbuster ou não.
Ótima crítica.
Abração!
p.s.: Deixei um recado no teu Orkut, se possível responde ainda essa semana por lá mesmo ok?!
Julho 28, 2008 às 10:27 am
Rafael Moreira
Comentário meio atrasado:
Eu não sei de onde as pessoas tiraram essa idéia de compará-lo com “O Poderoso Chefão”, acho isso o exagero. Da mesma forma que acho exagero comparar “Sangue Negro” com “Cidadão Kane”.
O filme exelente, em suma a atuação de Ledger é o destaque. A edição do filme é fantástica, se em “Batman Begins” quase não se via nada nas lutas, em “The Dark Knight” o trabalho de montagem é impecável. O que eu acho que merece mais mérito é o roteiro (e claro Nolan!). Os diálogos criados por Jonathan Nolan (acho) são memoráveis e empolgantes. E claro a originalidade que o roteiro tem, é imprecionante.
Belíssima Crítica!
Abraço!
Julho 30, 2008 às 7:04 pm
Paulo jr.
Antes tarde do que nunca:
Concordo com suas indicações na crítica e parabenizo Nolan e seu irmão por provarem que histórias em quadrinhos também podem render um filme de questionamentos éticos ao mesmo tempo no qual apresenta inúmeras cenas de perseguição, explosão e lutas. Embalagem perfeita para uma trama muito acima da média do gênero.
Julho 30, 2008 às 7:20 pm
Vinícius P.
Alexsandro. Eu gostei da Gyllenhaal do filme, não chega a ficar no mesmo nível do resto do elenco (no qual o Eckhart é o destaque absoluto depois do Ledger), mas foi bem melhor que a Katie Holmes na minha opinião. Nesse ano, ainda prefiro “Sangue Negro” e principalmente “WALL-E”, mas espero que “Blindness” fique entre os melhores do ano. Obrigado (não vi o recado no Orkut).
Rafael. Também acho um pouco de exagero, mas como disse não chega a ser nenhum absurdo (tipo, por minhas notas, “O Poderoso Chefão” tem 10 e “TDK”, 9,5 – ou seja, ficam próximos quando o assunto é qualidade, apesar do primeiro ser praticamente insuperável dentro do gênero). Obrigado e até mais! ;-)
Paulo. Que bom que concorda nesses aspectos. Realmente “The Dark Knight” é diferente do que qualquer outro filme do gênero, talvez o melhor no estilo.
Janeiro 19, 2009 às 1:24 am
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