Na noite se gala para o cinema nacional, a tendência se confirmou e Tropa de Elite foi o grande vencedor no 6º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, uma premiação da Academia Brasileira de Cinema aos moldes do Oscar. O longa de José Padilha (já premiado em Berlim) venceu um total de 9 categorias das 13 ao qual foi indicado, incluindo melhor direção (José Padilha, o qual não pode comparecer), ator (Wagner Moura, que em seu discurso agradeceu o esforço de Padilha), ator coadjuvante (Milhem Cortaz), fotografia, montagem, efeitos visuais, som, maquiagem e filme (voto popular). Entretanto, para a surpresa de todos, o prêmio principal da noite foi para O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, que antes havia recebido apenas os prêmios de melhor roteiro original e direção de arte. Com essa divisão entre os dois filmes, ficou claro que ambos representaram o que de melhor nosso cinema apresentou nos últimos dois anos, sendo o reconhecimento do GP Brasil importante na medida que não temos nenhuma premiação a nível semelhante.

Outras produções bastante indicadas como O Cheiro do Ralo e O Céu de Suely também foram premiadas. O primeiro foi o melhor em duas categorias, de atriz coadjuvante (Silvia Lourenço) e roteiro adaptado (de Heitor Dhalia e Marçal Aquino), enquanto O Céu recebeu o merecido troféu Grande Otelo de melhor atriz (a pernambucana Hermila Guedes). Esquecido nas categorias principais, Zuzu Angel ganhou o prêmio óbvio de melhor figurino. Por fim, nas categorias de menor destaque, os melhores foram Santiago (em documentário, de João Moreira Salles) e Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n'Roll (animação, de Otto Guerra). A cerimônia contou com uma homenagem a Renato Aragão e teve a presença de diversos atores como Selton Mello, Wagner Moura, Camila Pitanga e Matheus Nachtergaele (seu Baixio das Bestas, aliás, não venceu nada). Dos palpites nas oito categorias principais, errei três (filme, ator coadjuvante e roteiro adaptado), o que me deixou satisfeito.