
Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2006, essa fita sul-africana tem muito a ver com nosso cinema, no sentido de que mostra um tema já exaustivamente abordado pelos filmes brasileiros: a falta de oportunidades que gera violência. Tsotsi é o personagem principal (Presley Chweneyagae), que acaba tendo que cuidar de um bebê depois de ter roubado um carro com a criança dentro. A partir disso, o roteiro vai fazendo interessantes paralelos entre o presente e a infância de Tsotsi, sem nunca ser piegas e com relevância social importante. É incrível como a Academia pode ter premiado Infância Roubada, ao passo que nem sequer indicou o infinitamente superior Cidade de Deus - existe uma relação óbvia entre os filmes. Entretanto, o diretor Gavin Hood (que deve estrear no cinema americano ainda esse ano com Rendition) consegue por vezes emocionar com uma história simples, porém bastante tocante. Talvez o prêmio tenha sido um exagero (sempre é bom lembrar que Paradise Now concorria naquele ano), contudo só por abordar um tema tão complicado com propriedade já merecia algum reconhecimento.





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[CINEMA] Tsotsi, África do Sul – 2005. Direção de: Gavin Hood. Com: Presley Chweneyagae, Terry Pheto, Kenneth Nkosi, Mothusi Magano, Zenzo Ngqobe, Zola, Ian Roberts. 94 min. drama.


4 comments
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Junho 14, 2007 às 8:25 am
Marfil
Totsi é um soco no estomago! Um filme de impacto!
Junho 14, 2007 às 10:47 am
Anderson
Adorei PARADISE NOW e TSOTSI tem q realmente ser mto bom pra ter tirado o prêmio dele.
Vou ver e depois t conto ;-)
Junho 14, 2007 às 4:29 pm
Wally
Quero bastante ver esse filme. Sem mesmo te-lo visto estava torcendo por ele no Oscar daquele ano. Paradise Now eu vi e gostei, porém, não achei uma maravilha, apenas bom, daria 3 estrelas à ele.
Junho 14, 2007 às 4:51 pm
Vinícius P.
Marfil. “Tsotsi” é mesmo um filme de impacto e, mesmo não sendo tão forte e relevante quanto “Cidade de Deus”, conseguiu por vezes me emocionar. Acho que o diretor pode ter uma boa carreira no cinema americano.
Anderson. Eu gostei muito de “Paradise Now”, acho que não tinha concorrente a altura dele naquele ano e o resultado final foi “marmelada” – não chegou a ser injusto, mas numa comparação “Tsotsi” perde feio. Até mais!
Wally. Eu torcia por “Paradise Now” mesmo, até porque era o único que eu tinha visto e achei ótimo. Como disse para o Anderson, considerei o resultado injusto a início, mas “Tsotsi” também é um bom filme – a questão é que foi muito mais um prêmio para a África do Sul do que para o filme em si.